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abril 16, 2005

Telegramas

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Jay Anacleto

Medos - rastos que procuramos ocultar e partem galhos delatores no caminho.

Medos - fantasmas de memórias ou projecções (in)conscientes.

Medos - dedos de gelo que escrevem na pele arrepiada «Vós, que aqui entrais, deixai lá fora toda a esperança».

Medos - manipuladores; deixam-nos indefesos perante a perversidade de alguns ou a mera estupidez de quem julga tudo poder.

Medos - sombras que embaciam o olhar e espremem veneno na cor dos dias.

Medos - ladrões da confiança e dos atavios da vida.

Medos - arma e armadura.

Medos - monstros íntimos ou desculpas rotas.

Medos - desafio irresistível. Ao terem-me na conta de junco débil, esquecem que os vendavais não me derrubam; apenas inclinam.

Publicado por Teresa C. às abril 16, 2005 11:17 AM