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maio 28, 2005
IN & OUT

Carlos Diez
Os debates blogosféricos em português são como o resto: o que debate um, debatem logo dois ou três. E antes que me afirmem prolixa ou que nem debato, nem saio de cima, vamos ao que esquenta as emoções reais e virtuais - uma dobradinha para disputar, bancarrota prevista, cinto afunilado, e o adeus ao emprego garantido. Por esta ordem.
Governantes e governados acordaram medidas de fundo para a crise. Tão fundas como o poço em que agoniza a solvência do estado português. Tão sérias que conseguiram substituir o futebol do prime time televisivo. Andavam as águias no pico da euforia e os dragões e leões lamentando a tirania futebolística na informação, quando Víctor Constâncio despejou um balde de água choca na festa benfiquista. Nela declarou o supracitado senhor aquilo que todos sabíamos há um ror de tempo.
Tragicómico é reclamarmos contenção, exemplo e dureza, abrindo a salvaguarda de jamais sermos tocados nos privilégios individuais ou corporativos que nos abrangem. Sejamos práticos – entre o farisaísmo social e a alienação que o futebol dizem representar, prefiro a última. Gratifica saber que alguma coisa há que fazemos bem e nos une. Dos governantes irresponsáveis só apetece uma notícia - grades das prisões comuns em vez da Galp como presente. Uma realidade implorando a ironia e o vernáculo do discurso vicentino. Entretanto, what a pain in the ass!
Publicado por Teresa C. às maio 28, 2005 10:36 AM