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maio 20, 2005
PEREGRINANDO


Sonia Roji e autor desconhecido
Maio está a compor-se, Junho não tarda aí e com ele a época balnear (deliciosa expressão que me recorda, nos verões da minha infância, a «mudança» de casa e pucarinho para Vila do Conde).
Calor e praia acasalam na perfeição. Mares cálidos e noites longas, também. Desfrutar da perfeição da Costa Esmeralda na Sardenha, das cabanas de bambu abertas sobre jasmins com varandas suspensas sobre o mar na ilha de San José no Panamá, ou do exotismo do Caribe em Belize, são propostas difíceis de ignorar. Idílicos cenários que vão bem com o mergulho, sestas, surf e ritmos muy calientes. À fatia lisboeta dos dez milhões de pelintras nacionais, cujo senso não esturricou nas filas para a Caparica, resta a emoção das travessias até ao Montijo ou os cacilheiros para a Trafaria. Mais barato só bikini e ventoinha na varanda, com direito a molhar os pés num alguidar a jeito.
Em qualquer caso, põe-se o problema do rabo. Do peito não há muito a dizer: quem não o insuflou até ao limite do prazo para entrega do IRS já não vai a tempo – dizem as filas de espera maiores que para médico da Caixa. Nas barrigas é tarde para mexer sob pena de exibição de equimoses em serpentina. Resta o imbróglio dos rabos. Falam em pêras, maçãs, rabos nórdicos, brasileiros, negros. Nunca notei substanciais diferenças. Um rabo é um... rabo. O que os distingue é a extensão de área coberta e a cotação em vigor no mercado. Grande e vistoso se o tempo é de crise e ao cidadão pouco sobra a que se agarre, pequeno e petulante se a economia navega de feição e o consumo dispara.
Ficam dois para reflexão: o típico produto nacional e um de importação. Como pão cozido a lenha e pão de forma plastificado.
Publicado por Teresa C. às maio 20, 2005 08:18 AM