« NOTA | Entrada | IN & OUT »
maio 10, 2005
TROCAS E BALDROCAS

Olivia de Berardinis
O perímetro do buraco de ozono não pára de aumentar e a obesidade acentua-se para as bandas dos antípodas. Buraco anafado e à dimensão do continente australiano. As radiações à solta devem ter acelerado os neurónios dos nativos que não param de surpreender.
Concluíram investigadores australianos que pensamos melhor deitados do que em pé. A culpa é da noradrenalina, dizem, avessa ao stress e à acção da gravidade. O cérebro aquieta-se na horizontal. Finalmente, percebi a razão de tanta mulher e cada vez mais homens que singram na vida deitados. Eles lá sabem... Actuaram por antecipação, como o Mourinho
As autoridades australianas decidiram ser literais quando alguém está com os pés para a cova: enterram-no na vertical. Economizam espaço – julgava que o tinham de sobra! – e minimizam o impacto ambiental enfiando o defunto num saco de plástico a três metros de profundidade. Tudo simples e fácil de reciclar. O chamado «sono eterno» deixa de fazer sentido. De um passamento dirão «queda eterna» e de um falecido «sentinela funda». Mortos sem direito a sossego. Há pouco finados e de imediato pasto de famintos organismos. Nem após a morte há direito a tréguas, bolas!
TELEGRAMA
Perorei no último "Veneno" sobre «autor real», «autor implícito» e «narrador», designando-os respectivamente por «mulher», «Tati» e «narradora», e encontrei aqui, via JPT, a distinção perfeita. Faça o favor de ler quem se interessar por «bloguices».
Publicado por Teresa C. às maio 10, 2005 12:28 PM