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junho 17, 2005
CORTE E COSTURA

Autor que não foi posível indentificar
Nos comentários aqui dispersos é tido como envenenado o que aos homens concerne. Se com ruído não só fervilham os nervos como entope a comunicação, que se esclareça a metafísica(?) da coisa.
Tomemos, como alicerce de raciocínio, obedecerem os seres aos princípios da Teoria da Evolução e no que os herdeiros de Darwin entendem pelo termo. Em sentido estrito, evolução é alteração nas espécies, substituição de umas por outras novas, facto observável. Evolução, como modelo de estudo, procura explicar a primeira onde cabem homens e mulheres.
Perorar, nos limbos femininos, sobre detalhes que neles abominamos, cumpre a teoria darwiniana da selecção natural na compita por fêmea com quem possam procriar ou... deleitar. Acresce, ser parte da natureza das mulheres a fluidez e disponibilidade para a mudança que obrigam à rejeição de fósseis ambulantes se na biologia não encarreirámos. Excepções: as que ressalvam aliança gravada no verso com o número da convincente conta da Suíça como presente de noivado, caso o grunho não dê pelo Xanax na sopa ou se, no limite, tiver palato insensível a mata-ratos (os fígados femininos devem ser compatíveis com a tarefa).
Os homens mudaram. Escarrar para o chão, coçar os pendentes, meia branca remanescendo do mocassin preto, camisa com botões estalando no abdómen, exibição de excessos pilosos, aroma a Opium Pig, já quase são memória nos urbanos menores de quarenta anos. Isto no físico. Nas atitudes, o fedor dos que atanazam a vida das parceiras domesticou-se; damos por eles se o acaso nos aproxima – Abrenúncio, Satanás! - ou quando as respectivas saem à rua maquilhadas com hematomas.
O almejado diz-se depressa: homens simples de diálogos espevitados e com o infinito bom gosto de nos amarem como a eles amamos. Nem metro-coisa-nenhuma, tão pouco músculos esculpidos à máquina e com pele de bebé encerada. Desconfiamos dos lindos. Tão lindos que a vida da mulher vira sufoco de dúvidas – se não nos enfeita com os ditos, vai-se ver e é gay. Nos tempos que correm, o tempo dispensado, a qualidade e frequência das «quecas» nossas e deles tanto podem ser esgrima calórica disciplinada como regra do manual. Resumindo: homens a meia-distância entre o Tó Cruz «despacha-garinas» e os que sopram, num arroto, as dentaduras. Importante: que os amemos (a dentadura é passível de negociação).
Publicado por Teresa C. às junho 17, 2005 11:49 AM