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junho 06, 2005

IN & OUT

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Olbinsky

Dando como esclarecido que o meu reino não é o das palavras, não sou distraída a ponto de ignorar o que do ponto de vista linguístico «está a dar». Na «berra». Na «crista da onda». É fashion.

A minha perplexidade vai, no momento, para tudo e todos que são puTativos. Jornais e revistas estão cheios deles. Deixámos de ter presumíveis – prováveis, verosímeis – e passámos aos reputados, aos que supomos serem o que não são. Uns e outros supostos de qualquer coisa, sejam eles presumíveis ou puTativos. Qual a diferença então?

Nesta baralhada de supostos há ainda os presuntivos. Também presumíveis, logo supostos. Presuntivos que não convém confundir com um Pata Negra partido a preceito ou com as saborosas extremidades dos porcos. Estes, de nada supostos, salvo satisfazerem apetite de quem aprecia presuntos e presunhos.

Chamar puTativo a alguém, é hoje quase fineza. Contudo, se puta+tivo é de bom tom, já puta sem tivo só entredentes é dito. Corrijo: há um puTativo polido político (ppp) que mandou aos «trêspês» alguns puTativos bastardos. Em português intemporal: mandou jornalistas «para a puta que os pariu». Tanto escândalo e, afinal, coisa de nada! Só esqueceu o «tiva», nada mais!...

Publicado por Teresa C. às junho 6, 2005 09:46 AM