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junho 03, 2006
IN & OUT

Robert Mcginnis
Bond Girls - lindas, correm como chitas incansáveis, manejam armas, segredos mundiais e nelas a bravura é tão natural como a sede. Longe vão os tempos de amofinado terror da «pendura» durante as rocambolescas proezas motorizadas do Bond, James Bond. Agora, disputam-lhe a condução de qualquer veículo, por mais inesperado que seja, sem perderem pingo da sedução que do princípio ao fim destilam.
Bond continua apreciado pelos homens que esperam arrebatar para a cama a mulher desconhecida, sentada ao lado deles no cinema. A mesma mulher que só tem olhos e suspiros para o James com quem se imagina numa tórrida cena erótica, quiçá contribuindo com uma unidade para o total de quarenta mulheres screwed pelo galã no decorrer dos vinte filmes. Terá o homem uma disfunção que volatiliza cuequinhas só pelo facto de ser James, James Bond?
Os Bonds são extremados pelos opostos Sean Connery e Moore. O primeiro levou ao cinema as mulheres para o verem e os homens para o imitarem. O segundo geriu uma interpretação pós moderna, cool e asséptica. Do novo actor, James Graig, é esperado retorno dos 14,5 milhões de euros de investimento no Casino Royal. Não me convence. Mal comparado, ele está para a mítica personagem como o Diogo Infante para o papel de Sansão – óbvia falta de dimensão. Em síntese: um “new Bond shaken and badly stirred. Oh!…
NOTA - Ao lado: Shirley Bassey - Diamonds Are Forever
Publicado por Teresa C. às junho 3, 2006 11:59 AM