« ACQUA_R_ELLAS | Entrada | RALAÇÕES SENTIMENTAIS »

junho 05, 2006

GENÉRICOS

BoBartlet 4.jpg
Bo Bartlet

5 de Junho, Dia Mundial do Ambiente

Consumir = Poluir. Luxo abandonado em contentores. Vazando. Vomitando detritos. Às toneladas. Só as embalagens são o dobro do lixo comum. Preocupo-me ecologicamente, sem arrebatamentos fanáticos ou persecuções inquisitorais. No espaço que tenho por meu, separo e envio para reciclagem os desperdícios. Cedo desisti dos «jacós» - termo da infância coimbrã – de três cavidades, carérrimos e de suposto bom-tom social. Concluí serem as cavidades incompatíveis com recolha por dias da semana nos condomínios que propiciam a separação dos desperdícios.

A sociedade em que alegremente mergulhamos produz lixo aos montões. Vêem embalados os alhos franceses, o aipo e as endívias, mais a couve tronchuda – “ao princípio, odiei o sussurro em que me comparavas a legume, couve, ainda por cima; mais tarde, entendi valorizares o viço esguio, por que sendo definitiva a tua recusa de provar verdes ignoras deles qual o melhor sabor.”

Oscar Durand 2.jpg
Oscar Durand

160 quilogramas por pessoa e ao ano de lixo. Dado impressivo proveniente das embalagens do sector da alimentação e que representam a face suja da riqueza. Para mitigar a sede, muitos consomem água engarrafada quando a das torneiras urbanas prima pelo enriquecimento em flúor e diversidade iónica. Ingerimos produtos embalados, congelados, pré-cozidos. Precisam de contentores, transportes, estes mais poluente se forem produtos importados. Preferirmos os alimentos locais e da época, fazer compras a pé ou de bicicleta, são gestos que minoram os efeitos poluentes do menu actual dos países europeus desenvolvidos. Felizmente – diriam os cínicos -, apresta-se Portugal, por via da pobreza, a sair deste conjunto de países...

Desperdiçamos energia. Na compra da casa não cuidamos de avaliar isolamentos e exposição solar. Despreocupamo-nos, na compra de novo veículo, com o consumo de combustível. Passámos da condição de andantes à de bichos-da-conta – rolamos enovelados em veículos. Por tudo pagamos factura – mais alérgicos e menos esbeltos. Não é à toa que a dieta dos ricos não enrija, amolece. Antes pelintras que tal sorte!

Toca Adriana Calacanhoto - Canção de Falsa Tartaruga

Publicado por Teresa C. às junho 5, 2006 09:04 AM

Comentários

Simplesmente explendido..... vou voltar mais vezes. Força e muitas felicidades.

Publicado por: luis carlos às junho 7, 2006 10:14 PM

Grata pelo incentivo

Publicado por: Tati às junho 12, 2006 07:37 PM

Obrigada. Um beijinho grato

Publicado por: Tati às junho 12, 2006 11:34 PM

Comente




Recordar-me?