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junho 16, 2006

INTIMIDADES

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Douglas Hofman

Sete mandamentos a lembrar quando o nosso amor vai de viagem e ficamos sozinhas:

- é normal que quem fique estranhe mais do que aquele que parte; são de evitar especulações malignas sobre quão empenhada e de que género será a ocupação dele após o jantar;

- estabelecer uma hora para telefonar de forma a evitar desesperos ou telefonemas de cinco em cinco minutos. A ela cumprirá o aumento dos intervalos entre telefonemas se não quer ser arrasada pela fúria do furacão;

- não telefonar àqueles de quem sabe ser cordialidade esforçada a relação dele. é uma vingança miúda de quem tem a cabeça feita em papa;

- aproveitar para fazer todas as pequenas coisas que só a nós dão prazer. Sintoma perverso é idealizá-las e apetecê-las quando fora do alcance, e mal se propiciam condições e o momento, o desejo desaparecer – pffff... um ar que lhe deu!

- atender às diferenças horárias e não lhe ligar às cinco da manhã locais apenas para verificar se a voz está ensonada ou desperta como a de um galaró;

- recear que algures num trajecto na big city dê de caras com a mulher da vida dele. Encare-se o facto pela positiva: foi conhecido a tempo o equívoco e a época da caça, para quem tal desporto faz o género, está sempre aberta. Cuidado é com as coutadas privadas...

Nota: adaptação livre de uma leitura antiga cujo autor nem recordo (suspeito que uma mulher).

Publicado por Teresa C. às junho 16, 2006 08:47 AM

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