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julho 30, 2006

POSTAIS

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Vladimir Kush

Caro Nuno,

poderia afirmar que por aqui vou indo menos mal e rematar com o clássico: “e tu, por aí, como vais?” Felizmente, pela publicação assídua, sabemos o outro com entusiasmo suficiente para de si dar à escrita e desta a quem a lerá.

Trago-te, há muito, debaixo de olho – assim diz o povo a quem de cabeça erguida pertenço -, pela raridade de sensibilidade e bom senso, de novo a Jane Austen!, que de ti transparece. E é a escrita. O arrumo das palavras que entre si coreografam sentimentos e desabafos e momentos e banalidades e emoções. A doçura das memórias. Os textos perseguindo uma ideia que, de maneira exemplar, não largas, até dares por preciso o sentido que lhe atribuis. Os rabiscos azuis que a esferográfica imprimiu em papel quadriculado de uso comum, carecem de tempo. De alguns julgo capturar a ideia, de outros ela permanece arredia. A sedução desses traços é tentar associar um conceito ao que nasceu provavelmente sem nenhum. Como na pintura abstracta. Ou gestual. O nada por alicerce, salvo os suportes tangíveis, e o tudo em aberto nas leituras possíveis.

“Explanar. Esplanadas.” “O meu corpo nu não é um corpo despido.” “Calor fermento do corpo.” E outras. Leio-te. Admiro. Fico. Interages. Comentas. Dialogas. Tenho-te debaixo de olho. Com carinho.

Tati

Publicado por Teresa C. às julho 30, 2006 11:09 AM

Comentários

Um sorriso. Com que arrumo o corpo para ir dormir.

Publicado por: troblogdita às julho 31, 2006 12:11 AM

Dormiu bem? :)

Publicado por: Tati às julho 31, 2006 06:51 PM

:-D

Publicado por: troblogdita às julho 31, 2006 11:31 PM

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