« TROCAS E BALDROCAS | Entrada | ACQUA_R_ELLAS »
julho 18, 2006
RAPIDINHA

Dave Nestler
Anúncio que diz curto e grosso – “não mude de camisa, mude de desodorizante!”
Publicado por Teresa C. às julho 18, 2006 05:20 PM
Comentários
a essa comia-lhe a cona toda
Publicado por: Jose às julho 19, 2006 12:09 AM
Teria estômago para a digestão?
Publicado por: Tati às julho 19, 2006 10:56 AM
Ah Ah Ah... :D
Publicado por: Ferdinand C às julho 19, 2006 11:43 AM
O condicional é uma forma verbal tão curiosa. Parece que a sua força, nestes contextos, reside em suprimir-lhe o que lhe dá sentido. Quando eu mando um piropo ordinário, "Oh boazona!, dava-te uma bem dada", ou coisa do género, fica este tom imcompleto no ar. Não é este o uso tradicional do condicional. O normal é dizer "faziamos melhor se estivessemos calados", ou "ei, amigos!, davamos um bom contributos se todos dessemos a nossa opinião". O condicional está mesmo a pedir um se. Ou até um quando, excepcionalmente. O piropo ordinário pretende, à bruta, criar um momento em que sugere tudo e coisa nenhuma. Como se "ela soubesse bem do que gosta". E bastasse o uso daquela forma verbal para criar uma tensão que é suficiente para suprir a falta de tacto. Aliás, não se pretende o tacto. Pretende-se chegar e... rasgar a roupa da donzela, à macho - metaforicamente [porque na prática, felizmente não costuma chegar a tanto]. E dominar, vencer o falso sentido de modéstia da fêmea, que - intimamente - quer libertar a sua animalidade. Que quem lança o piropo sabe que elas são umas falsas. Claro que é ironia isto. Mas que pretende desconstruir o que está por detrás do "eu fazia-te", "eu dava-te", "eu comia-te". Porque me parece ridículo pretender que as mulheres se encaixem no retrato que o lançador de piropos tem delas. Além de ofensivo, é caduco, retrógado, desligado do que realmente é a realidade.
Publicado por: troblogdita às julho 19, 2006 12:55 PM