« (IN)CONJUGALIDADES | Entrada | INTIMIDADES »

julho 13, 2006

TRÁFEGO

Ted Hammond.jpg
Ted Hammond

Inverteu a marcha. Por engano ou mudança de opinião. Irracionalidade súbita. Desequilíbrio no caldo químico neurológico. Acabar num momento o real monstruoso para a fragilidade dos ombros. Miríade de razões. A verdadeira, a tal que duas mortes causou na A2, ia a tarde pelo meio e alguns regressavam a casa, jamais verá luz.

O noticiário televisivo, a reboque – infelizmente o costumado –, foi descobrir uma estrada secundária, porém de abundante circulação, em que as bermas rochosas e de periclitante amontoado apavoram quem no quotidiano ali passa. Será hoje, amanhã que um torpedo metamórfico espalma veículo e ocupantes? Como nos desenhos animados, salvo a diferença: rolado o penedo, quem debaixo dele ficou não regressa, por espasmos, à forma inicial. Mas podem descansar os cidadãos: a autarquia camarária por ali explode dinamite numa valorosa e científica experimentação. Quem nos diz não ser possível que explosão após explosão tudo regresse à forma consolidada e primeva?

As câmaras de vigilância que nas vias de importância reconhecida nos trazem debaixo de olho, não podem ser testemunho em tribunal. Não sou jurista, mas porque existo penso, bem ou mal. Então se um polícia disser que viu o que julga ter visto é aceite como prova em tribunal, o visto realmente visto e com suporte de imagem carece de discussão? Por estas e por outras adoro o tempo que vivo – adivinha-me! Tradução pessoal - não pára de me surpreender.

Publicado por Teresa C. às julho 13, 2006 08:47 AM

Comentários

Comente




Recordar-me?