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agosto 21, 2006
JOAQUIM ATÉ VER

Yannick
Ele poderia ser o símbolo desta região granítica, dura, de interiores doçuras, hospitaleira e pródiga em verões suaves. Quando homenzinho, chamavam-no para fazer recados – “Ó Joaquim, anda cá!” Invariavelmente resmungava: “Joaquim... até ver!” Daí a alcunha. Daí os olhos postos na carreira do rapaz. Optimismo ou balão cheia de nada?
O Joaquim teimou. Foi ousado. Aos poucos, fez crescer o saldo da conta bancária por mor de trabalho, sacrifício e sentido de oportunidade. Objectivo conseguido e pago, buscava outro maior. E maior. A mulher sempre ao lado dele. Deitando mão ao precisado sem olhar a dificuldades. No presente, são industriais de sucesso. Empresa sólida, centena de trabalhadores, salários e segurança social em dia. O Joaquim Até Ver ultima projecto recente: a abertura de um hotel de charme a partir de quinta e instalações grandiosas em granito aparado do princípio de século.
As Beiras preservam o granito das gentes e ambiente. Não se julgue que o dito significa teimosia tola ou rigidez sem razão. A verdade é ser o granito rocha metarmófica que extremos de pressão e temperatura suportou ao amalgamar quartzo duro, feldspato cinzento e mica brilhante. As pessoas são tal, qual – suportam extremos térmicos, cerram dentes à dor se do trabalho vem o provir, são honestas, conservam a esperança e a honra não julgam palavra vã. Custe o que custar. Com próprio prejuízo ou não.
Na hora de abalar, hoje pela manhã menina, levo o coração cheio – de saudade do que fica, de vontade de partir, de paz e beleza, ansioso pelo que vou encontrar. Mulher da cabeça aos pés - contraditória, insubmissa, frívola, afectuosa, liberta e prazenteira no viver. Assim sou eu e nalguns detalhes de alama semelhante ao Joaquim Até Ver.
Publicado por Teresa C. às agosto 21, 2006 08:35 AM
Comentários
ansioso?
Publicado por: Anonymous às agosto 23, 2006 03:01 AM
Talvez... ;)
Publicado por: Tati às agosto 24, 2006 07:22 PM