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setembro 24, 2006

MP 2,5

cama de rede 1.jpg
Autor que não foi possível identificar

Partículas Respiráveis de Alto Risco – MP 2,5. Partículas que podem ser classificadas como partículas inaláveis finas (menores que 2,5µm ou, o que é o mesmo, inferiores a 0,0025 milímetros). As partículas finas, devido ao seu tamanho diminuto, podem atingir os alvéolos pulmonares, ficando as de tamanho maior retidas na parte superior do sistema respiratório.

Sob a denominação geral de Material Particulado – MP - está um conjunto de poluentes constituídos de poeiras, fumos e todo tipo de material sólido e líquido que se mantém suspenso na atmosfera devido à microscópico dimensão. As principais fontes de emissão de «particulado» para a atmosfera são os veículos automotores, processos industriais, queima de biomassa, suspensão de poeira do solo, entre outros. O material «particulado» pode também formar-se na atmosfera a partir de gases emitidos principalmente nas actividades de combustão, transformando-se em partículas como resultado de reacções químicas no ar.

Nalguns países da Europa estão em curso estudos sobre a concentração destas ínfimas partículas que a cada respirar introduzimos no organismo. O problema da exposição pessoal e das doenças respiratórias, sobretudo atingindo crianças a ritmo avassalador, é um assunto politicamente escaldante. Portugal também participa neste projecto que está sob jurisdição e controle do IES-JRC da Comissão Europeia - lembram-se de quem a dirige? -, que vê a sua implantação e actividade sujeita a factores e pressões políticas. Com clareza: esta Comissão Europeia favorece lobbies da indústria e evita rígidas medidas de protecção do ambiente e da saúde publica. Assim sendo, o apoio do IES ao programa MP 2,5 tem sido o resultado de um esforço literalmente permanente, de encontrar soluções, compromissos, e contornar dificuldades e obstáculos. Recentemente, o IES retirou os apoios pelas inomináveis pressões a que está sujeito.

Sendo que o principal parceiro do referido programa para Portugal é Mamma Antismog di Milano (literalmente, "Mães contra o smog"), e que Milão é uma das cidades mais poluídas do mundo, foi precisamente ali que o IES recusou suporte em equipamento e coordenação cientifica como resultado de intoleráveis pressões políticas. Outros financiadores procuraram desvirtuar a natureza do projecto, ou levá-lo a uma quase clandestinidade. Os investigadores envolvidos recusaram, perdendo os fundos.

Esta síntese do problema é um alerta para as características da troposfera política da União Europeia. Como cidadãos estamos condenados ao esquecimento. Poderá a paz reinar nas consciências?

Publicado por Teresa C. às setembro 24, 2006 11:58 AM

Comentários

E será que os políticos da União Europeia servem para alguma coisa que não impôr normas e regular índices de crescimento económico?

(já agora o este link é para o outro journal, que fiz para servidor de fotografias, mas onde vou acabar por editar alguns trabalhos meus, pode comentar à vontade, fico à espera :))

Publicado por: Sandro Franco às setembro 24, 2006 05:16 PM

Ainda não o fiz por falta de tempo, porém me aguarrrrde. :)

Publicado por: Tati às outubro 4, 2006 12:21 PM

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