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setembro 25, 2006
OSAMA NAS ALTURAS

Drudwyn
Bin Laden, morto ou vivo - a Câmara dos Reprensentantes norte-americana votou dobrar para 50 milhões de dólares a recompensa oferecida pela captura do esquálido e congeminante homem. A febre tifóide dizem tê-lo levado do mundo que ajudou a desatinar. Finalmente, encontrou as virgens, em fila, diáfanas, espetando os pescoços para ver de todos os ex-vivos contemporâneos o maior instigador da Guerra Santa. Surpresa passada, correram a homenagear o homem - prostradas de rabo para o ar e braços estendidos, gritando em coro “Osama”. Presumo-as (mal) cobertas de bourka leve – musselina, organza branca, formas translúcidas e ao leú em público. Morto, mas público. Como o Bin. Infectado o corpo, as entranhas do espírito finalmente dominando de cima o mundo. Osama nas alturas.
O Além dos muçulmanos em muito deve ser distinto do prometido aos cristãos. Estes revelam pragmatismo – não futuram ajuntamentos virginais porque do que aqui em baixo vai deduzem impossibilidade de reunir hímens intactos em número e qualidade. Por outro lado, à conta das desbundas terrestres, os apagados levam barriga cheia. Pouca seria a lucidez ao deixarem para o Além o que poderiam fazer hoje. Ninguém em perfeito juízo acredita estarem no Céu promotores turísticos que, de bandeja, proporcionem prazeres sensoriais - a viagem de sonho, misturas da carne com as anjinhas, jantaradas no Eleven ou no Valle-Flôr. Além do mais, cristãos falecidos são recebidos com “Hossanas nas alturas”, não por Osamas descarnados.
No post-mortem muçulmano as virgens são protagonistas. Por tal é deduzida pobre satisfação lasciva dos muçulmanos vivos. As mulheres não podem revelar a estranhos as formas e o rosto ou ter escorregadelas na virtude sob pena de apedrejamento mortal; estudar sim, às vezes, mas sempre tapadinhas. O Ramadão que por ora se inicia - significando queimar ou incendiar, pecados, está visto!, não uma embaixada aqui, um autocarro ali, bandeiras em todo o lado -, impõe jejum e rol de proibições, entre elas a de não fumar e ter relações sexuais Não apenas em simultâneo mas também à vez-à-vez. Para quem das práticas muçulmanas quase tudo ignora, assim, de repente, a vida dos crentes é um tédio que explica candidatarem-se, amiúde, à morte – dão por garantido irem desta para melhor (as virgens no paraíso devem ser mato esfaimado!).
Nota 1 - O texto desconchavado deve ser lido ao som da música ao lado, cujo compositor entregou ontem a alma ao Além.
NOTA 2 - Serve a presente para assegurar não pedir desculpa pelas enormidades descritas
Publicado por Teresa C. às setembro 25, 2006 10:19 AM
Comentários
Ah!ah!ri-me perdidamente!
Beijo Tati,podia lá passar sem a ler!
Beijinho grande
Publicado por: M às setembro 25, 2006 11:02 AM
Gostei tanto do seu post que tomei a liberdade de lhe fanar a imagem e fazer uma chamada, no meu blog, "culturalmente sério".
Espero que me desculpe.
Vi.
Publicado por: http://www.vidainvoluntaria.blogspot.com às setembro 26, 2006 03:34 AM
Se o Ben Laden fosse assim (como representado na foto) ia para terrorista já!
Mas assim não vale, a menina está a tentar fazer publicidade enganosa!
Publicado por: sassilva às setembro 27, 2006 08:50 PM
Desaculpo, faça o favor de fanar o que lhe apetecer, e a publicidade não é enganosa, a modelo é que é um portento.
Publicado por: Tati às outubro 4, 2006 12:19 PM