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outubro 16, 2006
AMIÚDE

Damon Denys
Finalmente respondida questão que nunca pus: o que fazem ou não os donos dos bancos. No amiúde televisivo entram-me casa adentro acrescentos ao perfil e aos hábitos de um banqueiro. Tudo somado, concluí terem vida boa, insípida sendo os privilégios rotina. Por que um cidadão habitua-se a tudo, é uma questão de tempo; não admira que o bem-bom, tal como o remedeio ou a penúria, entedie. Inquietude comum é a falta de saúde – banqueiros e pelintras. Quem na miséria vive, a subsistência é a inquietação maior. Escorregar pelos dias só acontece aos frívolos, e estes têm como inquietação única o estado do umbigo.
O dinheiro soía assemelhar-se ao amor – não brotando este para os outros jamais seria devolvido, sendo o retorno frequentemente moroso. Nos juros e risco se distinguiam – maior capital de afecto depositado nem sempre acrescia lucros, o dinheiro como investimento podia gerar insolvência. Muhammad Yunus e o Banco Grameen esbateram as diferenças entre o sangue das economias e o mais nobre dos afectos – ambos disponíveis para os outros, generosos, confiantes, sem outras preocupações que não a de aliviarem e darem ânimo a mágoas e dificuldades. E a filosofia do microcrédito é aplicável ao amor – uma palavra e um sorriso para quem necessita de ajuda podem transformar uma lágrima em esperança.
Café da Manhã
Agradeço a referência amável da Simplesmente Joana. Muito Obrigada.
Publicado por Teresa C. às outubro 16, 2006 09:37 AM