« OS MEUS SÃO MELHORES QUE OS VOSSOS | Entrada | VINAGRE BALSÂMICO »

outubro 02, 2006

PUTÉFIAS?

serpieri08.jpg
Serpieri

Sou mulher de amores. Pelas pessoas em primeiro lugar. Das maravilhas da Terra elas são as maiores, sejam homens ou mulheres. Das minhas pares a intuição tem treino maior. E, depois, não somos tão diferentes assim. Elas e eu, nós e eles. Uns e outros se enlevam com requebros amorosos, eles envolvendo mais as cabeças, nós privilegiando o coração. Diferenças entre sexos ternamente registo algumas. A fragilidade deles, quando expostos ao feminino mais puro, comove. Nós adoramos fazê-los rabiar e são os obstinados a levar de nós o melhor. Mais ainda quando os damos por esbeltos, nem que eles tenham de perímetro abdominal para cima de 97cm, limite da obesidade. Anoto a primeira diferença: enquanto apaixonadas revelamos completa insensibilidade a outras nádegas; eles, perante um bom rabo e mamas condizentes, dos olhos fazem radar e da cabeça placa giratória. Sem consequências, as mais das vezes, apenas tique inscrito no ADN.

Outra fractura entre homens e mulheres é a condição de alvos inocentes perante toques e tentações. Batendo noutro veículo, invariavelmente dirão que o “sacana de um gajo veio para cima de mim”. Se o vilão for imóvel – um muro, carro estacionado, a curva duma via que monta há anos atrás, a história é déjà vu “Quando dei por mim, a malvada da curva fez patinar o automóvel.” Ou: “a fulana parada na fila de trânsito foi tão inábil que nem se mexeu ao ver-me na direcção dela. Pfff... Mulheres!” Se formos culpadas dos «encostos» em trânsito, assumirão ar de vítima acostumadas às trenguices do mulherio encartado.

Nas infidelidades arcamos com as culpas. Eles traem porque a feminina condição é o mesmo que demónios andantes de mamas e rabos e pernas e curvas e despudores de pernas abertas. “Estava ledo e quedo,” dirão ao ser descoberta a marosca, e “a gaja desinquietou-me pelos modos e decote.” As tentadoras são putéfias do piorio, sempre à cata de machos – “já um gajo não pode estar sossegado, em negócios, claro!, no Champanhe, sem que uma oferecida, especialista no varão e no «relógio», não venha para cima de nós. Ora um gajo não é granito, antes argila moldável. Somente isso e o agrado ao cliente do negócio me levaram ao «privado». Umas cabras, todas elas. Nem respeitam um homem casado. Fosses tu (a mulher) mais competente na satisfação do teu homem, e nem pela cabeça (qual?) me passaria cair nas garras doutra.”

Nota: Agradeço penhorada as atenções da Sempre-menina sagaz e bonita da blogosfera - grata surpresa a minha quando ontem, meia estremunhada, vim postar! -, do Vida Involuntária. e da mui estimada e valorosa Isabel.

Publicado por Teresa C. às outubro 2, 2006 10:01 AM

Comentários

sem palavras, és o meu sonho perdido ...

Publicado por: MB às novembro 4, 2007 09:35 PM

Comente




Recordar-me?