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dezembro 18, 2006

CATWOMAN

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Hughe

“Heróis infantis? Tive. Quando vi o primeiro filme do super-homem foi o fascínio. Chegado a casa, atei uma toalha encarnada ao pescoço, trepei à janela do primeiro andar, e... catrapuz! Fiquei inteiro; da proeza ficou o braço partido. O meu pai esquecera-se de explicar a teoria da gravidade.” Sobre o mesmo herói outro depoimento: “saltei da mesa da sala embrulhado com o que encontrei mais parecido com a poderosa capa encarnada. Na queda bati numa esquina. Esta cicatriz na testa é o registo.”

“Uma amiga imaginária acompanhou-me a infância. Fiel e dada a cabriolices. Atrevida pestinha em contraponto com o pãozinho-sem-sal que eu era.” “As «barbies» princesa, enfermeira, fada e noiva. Lindas! Para quem estava a perder os dentes de leite e via no espelho um sorriso com falhas, as «barbies» eram heroínas.” “A «catwoman». Logo eu que receio gatos... A aventureira gata era magia. Mais expedita que as fadas, menos cruel que as bruxas.”

Na infância, a imaginação estende a realidade. Devaneios, frustrações, ideais ou medos são projectados no herói escolhido segundo o sexo e condição. Na vida adulta, a diferença não é muita. Mágoa funda, solidão não procurada, momentos de feliz exaltação e revelamo-nos meninos desprotegidos ou intrépidos com capa encarnada que saltam de um primeiro-andar. As mazelas? - Curam-se, como quase tudo na vida.

Publicado por Teresa C. às dezembro 18, 2006 12:13 PM

Comentários

Teste.

Publicado por: weblog teste às dezembro 18, 2006 03:23 PM

Tudo é certo.....armaduras de «aço».Cobardia

Publicado por: Paulo1911 às dezembro 24, 2006 06:57 PM

Esta mesmo giro!Adoro...!Mas eu não acredito em heróis...Acho giro a imaginação.

Publicado por: Deusa do Fogo às julho 27, 2007 11:11 AM

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