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dezembro 19, 2006
COM-PÉNIS-E-INVEJA

Autor que não foi possível identificar
Não diria vento, antes brisa de mudança sentida no país. O sem-rei-nem-roque da usança nacional parece, finalmente, estar debaixo de severo olhar do poder. As reforma «Socráticas» e as últimas iniciativas do Procurador Geral da República são esperançosas para quem do lodo nacional não via saída. Crocodilos e piranhas enchiam a pança até à indigestão. O cheiro putrefacto obrigava a apertar as asas do nariz, conquanto a necessidade de respirar as abrisse ao nojo do ramerrão português.
O método das restrições que Sócrates adoptou é curioso. A Wikipédia atribui a paternidade ao israelita Eliyahu Moshe Goldratt. Fundamentou-o em quatro questões: o que mudar?, para que mudar?, como provocar a mudança? O que traz a melhoria contínua do processo? Da eficácia do modelo ainda falta conhecer, mas da atamancada resposta à terceira pergunta não tenho dúvida (dar uma do Cavaco de antanho, injusta para o de hoje, é lugar-comum).
Maria José Morgado. Mulher que honra o género. Em pouco tempo, (des)arrumou a Polícia Judiciária como ninguém. Aprendam, magistrados timoratos, por que a pedagogia do exemplo é a melhor. A diáfana Carolina Salgado está bem entregue. A peneira da verdade e da mentira será fina. O machismo luso perdeu o tom socialmente correcto e regrediu ao descaro: zurziu ambas. Tivessem elas pendente no entre-pernas e os com-pénis-e-inveja levariam a sério o testemunho apitado pela segunda e a determinação responsável da primeira.
CAFÉ DA MANHÃ
Ao mui estimado Edgar agradeço, penhorada, a escolha.
Publicado por Teresa C. às dezembro 19, 2006 09:50 AM