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dezembro 21, 2006
PEDRA DE SAL

Ossi Hiekkala
Dos fracos não reza a história. Injusto e baralhado dito por não valorizar os comedidos, confundindo os fortes com arrogantes e os fracos com medrosos, estes como sacos ambulantes de medos e dúvidas existenciais. O ideal seria personalidade sólida, isenta de arrogância, temperada pela contenção. Identificamo-nos com os fortes, mas quão inseguros e perdidos e receosos e tímidos nos sabemos... Rejeitamos a fraqueza, porém é a mais frequente inspiração dos comportamentos. Somos mistura de força e fragilidade. Como uma pedra de sal - poderosa nas ligações eléctricas que a unem, fracturando à mais leve tracção.
Na pujança dos castelos, gentes procuravam-nos como abrigo; sob as fundações buscaram refúgio, outros penaram nas masmorras negras. Das ameias abarcavam o horizonte e vigiavam, tementes, os agressores; por ali defendiam e atacavam. Duas portas ligavam o castelo ao exterior: a principal, vigiada e porventura servida por ponte levadiça, a segunda tradicionalmente conhecida pela «da traição». Dissimulada, era fácil de defender, todavia, vulnerável - bastava um espião ou traidores dentro do castelo. E que somos perante a encastelada personalidade que construímos, se não espiões e traidores do «ser» que, por artimanhas várias, tão zelosamente julgamos proteger?
CAFÉ DA MANHÃ
Acontece...

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Publicado por Teresa C. às dezembro 21, 2006 10:25 AM
Comentários
Eu acho que coragem é ser-se trolha, como eu sou! Com este frio nem apetece rebocar paredes!
Publicado por: astuto às dezembro 21, 2006 10:21 PM
Páre por dois dias. Verá que o calor da alma lhe aquecerá as mãos. Feliz Natal.
Publicado por: Tati às dezembro 24, 2006 04:14 PM