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janeiro 11, 2007

CARÍSSIMA SOFIA

Anthony Christian mediTation.jpg
Anthony Christian

Caríssima Sofia,

De repente só me ocorre dizer-lhe isto: tirou-me as palavras da boca, fora eu mulher para profundas verdades dizer de uma assentada. A hipocrisia e conservadorismo bacoco, mais a teimosia no erro e os espíritos avessos a fazerem pela vida elaborando o que julgavam definitivo, causam-me urticária mental sem Zyrtec que a acalme ou pomada que cure.

Noticiários e jornais publicitam a cada dia crianças abandonadas, maltratadas, violadas, desprotegidas, institucionalizadas, desamadas. Concepções de ocasião, ou por sorte omissa na data em que o rancho de espermatozóides entrou útero acima, que não desagúem em antecipado amor ainda a criança não saiu da barriga, são presságio negro. Se do aborto é sabido o dramatismo e as nefastas garras no (sub)consciente da mulher que o pratica, há que evitá-lo. A educação sobre o corpo e comportamentos sexuados, neste particular, fariam milagres, assim fosse abrangido todo o povo e os Centros de Saúde assumissem as responsabilidades em matéria tão delicada. Enquanto inchada fatia da população não tiver médico de família, a escola andar arredia e as televisões venderem pechisbeque, o drama continua.

Do respeitado e respeitável Professor Gentil Martins, que apelou a todos os médicos para alegarem objecção de consciência à colaboração num aborto, ouvi: “Se para uma mulher casada alienar um bem de família precisa da assinatura do marido, por que deve pertencer em exclusivo à mulher a decisão de interromper uma vida?” Homessa! Não é apoucar a vida humana compará-la a quintarola? Sendo o casal responsável, quem garante não ser partilhado o peso da decisão? Não se tratando de um par que a responsabilidade caracteriza, qual de nós endeusou, deixou crescer longas e alvas barbas, usa espada afiada que decepe as vítimas ou os culpados por decisões erradas?

Também pela sua lucidez , querida Sofia, a admiro

Publicado por Teresa C. às janeiro 11, 2007 08:28 AM

Comentários

a leveza de julgar o sentimento alheio, faz com q se opine de forma irresponsável
fará alguma mulher uma IVG para sua satisfação, prazer, divertimento?
Obrigado sofia

Publicado por: néscio às janeiro 11, 2007 04:27 PM

Qual casal? A lei proposta não fala em casal.
A criança passa a ser uma quintarola da mulher.
É O OPOSTO DO QUE DIZ.
No aborto só precisa dela em vontade exclusiva, sendo a criança terceiro?

E quanto à leveza de julgamento sabe-se lá porque abortam, néscio. Não julgue pois como diz a autora, muitas crianças são desamadas.

Publicado por: nestor às janeiro 11, 2007 05:39 PM

a leveza de julgar o sentimento alheio, faz com q se opine de forma irresponsável
fará alguma mulher uma IVG para sua satisfação, prazer, divertimento?
Obrigado sofia

Publicado por: néscio às janeiro 11, 2007 05:50 PM

http://radio-spell.livejournal.com/184921.html

vale a minha pequena contribuição, não sei. De qualquer maneira Tati, há entrradas neste journal que pode ler, e comentar também o que me deixaria contente. :)

Bom fim de semana.
;)*

Publicado por: Sandro Franco às janeiro 12, 2007 07:54 PM

E sobre o tema pouco há a comentar, salvo a divergência sabida que cada consciência dita.

Sandro Franco - li com atenção e agrado.

A todos obrigada

Publicado por: Tati às janeiro 13, 2007 05:19 PM

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