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janeiro 15, 2007
SÉMEN AO MILILITRO

Arkadiusz Walerczuk
“Os doadores dinamarqueses de esperma terão de declarar às Finanças os rendimentos das suas «doações» e pagar o respectivo imposto” – isto dizia o Portugal Diário. Assim, à primeira vista, nem parece mal, não se desse o caso dos vendedores de sémen serem envergonhados. De facto, entregar nas Finanças lá do sítio o montante obtido pela produção de espermatozóides pode ser complicado. Quem não garante que o vizinho do lado produza mais e melhor? Matéria delicada, visto que ao tamanho e quantidade o homem é por demais sensível.
O director do Cryos, o banco de esperma dinamarquês, um dos maiores no mundo, afirmou: “Um inquérito junto dos nossos doadores mostrou que apenas sete por cento aceitaria continuar se tivesse de declarar os seus ganhos às finanças e deixar de ser anónimo.” Logo o ministro liberal Lars Loekke Rasmussen sublinhou que “o serviço dos impostos não deve e não pode anular o princípio do anonimato”. O fisco contrapõe pretender, tão somente, que os doadores de esperma declarem, como todos os outros cidadãos, os seus rendimentos.
Pelo sim, pelo não, o banco de esperma dinamarquês vai abrir uma filial em Nova Iorque em busca de outros fornecedores, caso os stocks made in Denmark venham a esvaziar-se. E em Portugal? Por que não? Estamos precisados de novas formas de rendimento. Não se dizem os portugas danados para a brincadeira?
CAFÉ DA MANHÃ
A Petição Contra a TLEBS entra esta semana na recta final. Estes dias serão decisivos para a Petição. Conto convosco.
Publicado por Teresa C. às janeiro 15, 2007 09:32 AM