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fevereiro 27, 2007
DIÁRIO DE UM GIGOLÔ

B Mont
Recebe este blogue a visita espaçada de um auto-proclamado Gigolô. Satisfatório ou medíocre na função, só ao próprio e à virtual clientela diz respeito. Inquestionável é ter verve humorada e discurso escorreito. Escreveu: “Não vale a pena pensar que ainda há uma ou outra que era capaz de, na dúvida, ficar com o bom rapaz. Isso só pode acontecer quando elas não se acham capazes de chegar ao sacana, ao engatatão de bom coração, ao criançola de nádegas firmes, ao caso perdido de olho azul. O corolário lógico desta tendência feminina é simples: se não se é bom c'mo milho, mais vale ser-se mau como as cobras.” E não é que o homem está pejadinho de razão? Adoramos casos quase perdidos – perdidos ma non tropo, o que justifica o malfadado «quase» feminil. Do papel de redentoras não prescindimos. É fatal a tendência do mulherio para cair de amores por sacanas, particularmente se estes souberem da poda, isto é, tiverem lábia e lábios ardilosos. Deveríamos merecer vacina atempada contra tais bichos-homens, estando reunidos marcadores de alerta – (in)seguras, donas-do-mundo, pouco habituadas a caretas da vida. Quando damos por ela, estamos presas como galinhas na capoeira. A Nicole Kidman que o diga, tadinha...
Escorregando o olhar para um texto mais abaixo, o generoso Gigolô avisa o mulherio naïf que se a fama de orgasmos fingidos é connosco, eles têm algum do proveito. Afirma: “enquanto que, na mulher, a alma condiciona o corpo e chega a tornar impossível o prazer, no homem, a alma reclama mas mete baixa, e o corpo continua a trabalhar em busca do alívio físico, que não é o mesmo que o prazer, embora às vezes possa ser.” Dixit. Neste particular, a ingenuidade está com ele. Meu caro, disso sabemos há muito. Optamos, práticas e gentis como somos, pelo ar vagamente apardalado, como se furado o pneu esperemos um incauto que nos livre do embaraço. Não raro, é eles tomarem-no por êxtase renovado. Um imbróglio na encenação sexual. Eles fingem, nós fingimos. É que entre a recapitulação mental da agenda para o dia seguinte, e justificar o desprendimento, uns ais e uis com respiração ofegante resolvem num suspiro o nem-ata-nem-desata. Como divulgou o F. J. V. e escreveu uma das 3 de Trinta: “Há mulheres que gostam de ter prazer sozinhas. Eu prefiro ter alguém a assistir.” Bem visto!
CAFÉ DA MANHÃ
O primeiro Aniversário dos "Dedos" merece destaque. Muitos parabéns!
Publicado por Teresa C. às fevereiro 27, 2007 07:19 AM
Comentários
Sem dúvida que esse gigolô tem pinta! Não admira que algumas gentis senhoras se deixam levar pelo belo discurso. Fingido ou não, serve para demonstrar que o gado macho também é capaz de fingimento, se bem que este tipo de aldabrice tenha um efeito menos devastador que os ais e uis femenis na hora do "êxtase renovado"...
Que grandes safadas!!!
Publicado por: j às fevereiro 27, 2007 11:32 AM
em relação á 1ª parte:
por muito que a maior parte das mulheres não queiram, não tem nada a ver com o sexo enquanto género. Tanto elas como eles só têm aquilo que merecem, salvo raras excepções inerentes á própria regra.
Se escolhem o gajo com mais lábia, é porque se entretêm com a superficialidade de quem por exemplo fala muito e diz pouco. Uma pessoa que não se restringe ao plano do superficial, facil e rapidamente se aborrece com as pessoas da lábia..
Se ficam com o cabrão que as trai/mente/etc, é pq têm em falta ou força, auto-estima, sinceridade, qualquer uma destas características.. o mesmo se aplica para os homens..
Em suma, na vulgaridade a maior parte das pessoas é (in)suficientemente virtuosa para ficar com os sacanas, os engatatões, etc..
mas existe uma pequena minoria que se corresponde a outra pequena minoria ao qual isso não acontece (tantas vezes).. Não tem a ver com o género, mas sim com as fraquezas de cada um..
Publicado por: FC às fevereiro 27, 2007 01:38 PM
«É fatal a tendência do mulherio para cair de amores por sacanas, particularmente se estes souberem da poda, isto é, tiverem lábia e lábios ardilosos. Deveríamos merecer vacina atempada contra tais bichos-homens, estando reunidos marcadores de alerta – (in)seguras, donas-do-mundo, pouco habituadas a caretas da vida. Quando damos por ela, estamos presas como galinhas na capoeira.»
Vacina?! A «velha» inteligência não serve?
Publicado por: JN às fevereiro 27, 2007 07:09 PM
Caríssimos - não se abespinhem. Um sacana na vida de uma mulher é como virose que incomoda, passa depressa e não mata. Quem lembra quantas viroses teve? Não eu!
Publicado por: Tati às março 4, 2007 07:05 PM