« COMO QUEM CHAMA UM TÁXI | Entrada | ROSTO DE SAFADA »
fevereiro 19, 2007
FRIVOLIDADES GOSTOSAS

Alain Aslan
Numa semana propícia a fugas, copos, folguedos e ressacas, as frivolidades gostosas vêm a calhar. Look é tema adequado. Das cores ou ausência delas, o preto, os castanhos, azuis ou verdes profundos quero-os para o frio clareado por sol entre nuvens ou desavergonhado no brilho. Vão bem com tez iluminada. Pingão ou cinzento o dia, escolho o branco; branco-pérola, para os precisos. À noite, o arco-íris do humor faz a escolha – se tristonho e neutro, será a cor vibrante a surgir atrevida, impante de jovialidade. Esfusiante o espírito, é o negro que me desafia. Antiga esta minha opção – necessidade? – de contraciclo da psyche em relação ao que visto. Como se o imperioso ajuste ao momentâneo apelo da vida rejeitasse deserções.
Não julguem que o tido por fashion me merece desdém. Nem um pouco! Há futilidades que prezo. Sentir a harmonia entre o que sou e envergo, é uma delas. A busca de um acessório ou de um vintage que a fantasia desenhou e a realidade esconde é gosto que me obstina. Por ele e para mim peregrino por redutos ignotos. Sem mais que me tente ou permute o objectivo. Nunca por tempo em demasia. Uma hora é o que me concedo. Mais é cansaço imerecido.
Uma imagem que me descreva de modo coerente, obtida bem cedo na manhã para enquadrar o dia, é mimo que me concedo. Libertador, ao permitir-me, depois, a entrega absoluta ao mais que compõe a vida.
Publicado por Teresa C. às fevereiro 19, 2007 10:21 AM