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fevereiro 07, 2007

PONTO FINAL

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Kryscina Merrett

Match Point. Título de um filme do Woody Allen. Brilhante. Outro autor e seria consensual o mérito da obra. Os pré-conceitos, na arte como no resto, são redutores. A muitos impediram de assistir ao filme. Outros, que não leram a declaração de amor que homenageia Manhattan e os que a habitam, ou perderam o feitiço de uma das mais sublimes personagens na história do cinema,Annie Hall, ao ouvirem o nome do realizador fogem do escurinho do cinema onde a fita passa, como soe dizerem fugir o diabo da cruz. A persona cinematográfica de Allen - homenzinho urbano, intelectual de classe média, mergulhado em problemas existenciais aliados aos de um típico judeu americano, muitas vezes hipocondríaco e preocupado com a morte - apaixona ou produz alergia. O meio-termo não é comum.

Paixões inconvenientes. E quais o não são? Alimentadas por frémitos proibidos ou redentores - assumir a condição divina que miracule o outro, curando-lhe vícios e imperfeições. Arroubos de adrenalina desconjuntando corpo e mente. Não fora a curta duração, e aos apaixonados estariam limitadas as opções: enfrascarem-se em álcool e anestésicos, ou devolverem à terra o corpo e ao etéreo os espíritos sofredores. Chegado ao termo o estado de paixão, há mistura de alívio e nostalgia pelo que não chegou a ser – amor. Pelo meio, factos que nos distorcem, julgamos. Como gestação que nenhum dos responsáveis deseja. Egoísmo, clandestinidade, loucura. Por amor a outrem – desculpa mentirosa disfarçando a ferocidade do individualismo.

“Not everybody gets corrupted. You have to have a little faith in people.” - Mariel Hemingway, como Tracy, em Manhattan. Tudo dependendo do lado para onde cai o anel. Match Point.

Publicado por Teresa C. às fevereiro 7, 2007 08:33 AM

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TESTE

Publicado por: Tati às fevereiro 10, 2007 12:14 PM

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