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fevereiro 21, 2007
SEM CULPA, NEM PECADO

Autor que não foi possível identificar
Ténis ou sapatilhas. Muda o nome de Norte para Sul. Ao esquecer os saltos e calçar uns ténis para o lazer de fim de semana ou para uma fuga ao quotidiano, o agrado dobra. Ligeiros, ágeis, rentes ao solo e à segurança. E posso ir por aí, caminhar pela montanha, enterrar os passos na areia molhada, descobrir cidades ou perder-me em (re)cantos de paz.
O discurso colectivo congestionou de bitolas e critérios sobre o bem e o mal. Vida ou não-vida. É trágica a compita em matéria de valores. Competir para alcançar os propósitos que nos movem, admito. Connosco e com os outros. Por isso competimos desde a mais tenra à mais vetusta idade. E avaliamos. Pensamos os métodos e os resultados, purgando a introspecção de bluff ou de close-up frívolo. Acto sério que pode mudar vias e vidas.
“Um dos meus piores pesadelos foi o de protagonizar o Dia do Juízo Final. Vi Deus num trono e eu sentado num mocho com a história da minha vida aberta entre mim e Ele. A consciência parecia de chumbo. Audiência atenta, olhando para a minha vida exposta e aberta.” Temor a que ninguém escapa. Por que vidas imaculadas não temos, melhor é aceitar o erro e aprender e enviesar o caminho. Adquirir segurança nos propósitos valorosos. Calçar sapatilhas. Espreitar o rio. Sem culpa, nem pecado.
Publicado por Teresa C. às fevereiro 21, 2007 08:40 AM