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fevereiro 08, 2007

UMA GAJA DIFERENTE

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Autor que não foi possível identificar

Já fui apelidada de variadas maneiras. Umas agradáveis, algumas nem por isso, detestáveis outras, ou, simplesmente, peculiares. “Menina cheesecacke ” é uma delas. Baptismo nascido a partir de uma encomenda de pastelaria. Os múltiplos afazeres impediram-me a confecção da sobremesa que, meio por meio, aprecio fazer e saborear. Pedi uma receita específica e pouco habitual que, de resto, forneci. Para o João ficou a esquisitice que não lhe retirou pitada da bonomia na satisfação dos clientes, para mim o petit nom. Outros tenho, mas, por que íntimos, seria despropósito desvendá-los.

Ao passear os olhos por aí, intuí que, para o bloguer na altura visitado, a "Gaja Diferente" era eu. Não me enganei. E foi como encomendar ao João - baptismo dele, alcunha minha. O Gaja não me agradou – salvo a caríssima Rita, não conheço quem utilize o termo com bom-gosto e propriedade equivalente. Foi, porém, no adjectivo que me detive. Sendo mulher como outras que pela virtualidade debitam umas lérias, arrebanham imagens com (des)propósito, e se descaem bastas vezes, não entendi o «diferente». Para mais, sendo homem, o «Gaja» envolve sentido pouco abonatório. Ora, nesta categoria masculina ser alvo de distinção, tudo piora – preconceito meu, admito, mas jamais afirmei imunidade aos guardas-avançados da mente.

“Gaja Diferente” tanto pode ser mulher com atributos anómalos, dada a esoterismos ou a taras e manias. Garanto que de atributos possuo os inerentes ao meu sexo e nem mais um, do esotérico nada sei, taras e manias só a mim respeitam. Até admito o «gaja» faltando o tacto ou embaciado o polimento; «diferente», nunca! Ficamos conversados.


CAFÉ DA MANHÃ

«Ela» teve a gentileza de escrever sobre mim. Penhorada me afirmo.

O Tiago Mendes, colunista do Diário Económico, escreveu um belíssimo artigo – “Uma excepção ponderada” - de leitura imprescindível.

Um novíssimo e prometedor Magazine. Gostei.

Ao Minderico agradeço a ligação.

Publicado por Teresa C. às fevereiro 8, 2007 09:01 AM

Comentários

Tati:
Parabéns pelo texto e pela mensagem que, tão bem fazes passar. Se me permites, confesso que o "gaja diferente", venha da boca de quem vier, só afirma aquilo que quisermos interpretar. Pensa comigo: "gaja" pode querer significar "alguém com garra" e "diferente", simplesmente porque escreves o que sentes e pensas, estas-te nas tintas para juízos alheios, por isso, foges do comum dos mortais e isso, quer queiramos quer não, incomoda quem não sabe entender a liberdade de uma mulher emancipada. É tudo tão simples! Os rótulos, querida, só cabem a quem os veste. Continua a ser exactamente como te apetece ser! O resto é mero pormenor.

Publicado por: Ela às fevereiro 8, 2007 06:59 PM

Minha querida - descobrir-te foi momento feliz. Brindemos à cumplicidade amiga!

Publicado por: Tati às fevereiro 12, 2007 10:59 AM

A menina cheesecake agrada-me sobremaneira. Não só porque aprecio muito o objecto (ai, dieta, dieta!!!), mas porque me parece apropriado (não a conheço, mas imagino-a...).
Já o diferente confesso que me parece estranho. Diferente?! Pelo facto de ser Mulher e escrever maravilhosamente bem, acerca de diferentes (diversos) temas? E sempre na perfeição?!
Não! Diferente, não!
Se me disserem, soberbamente bela... por aí talvez eu vá...
Desculpe-me a franqueza. Mas, hoje gostava de lhe dar um beijo. Será que posso? (essa do diferente até me deixa com algumas dúvidas...)

Publicado por: j às fevereiro 15, 2007 05:46 PM

J - Nem me fale «nessa» dúvida! À conta dela já por aqui perorei.... Quanto ao beijo quero-o todinho. Outro para si.

Publicado por: Tati às fevereiro 15, 2007 10:27 PM

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