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março 13, 2007
MOTO-SERRA VAI AO POLITICOLOGISTA

Charles Heaphy
Politólogo – “estudioso ou especialista em ciências políticas", sinónimo de politicólogo e de politicologista. Gosto do último, por remeter a médico de enfermidade grave – politiquice. Clientes, a estes especialistas, não devem faltar. Passados dois anos de governo socialista, os politicologistas estiveram na ribalta das televisões. Têm graça nos dizeres que todos conhecemos e a que dão inefável toque de pensamento elaborado. Até resmoneei: “nem sou parva de todo! Cheguei ao mesmo por primária observação.” Tivera eu botões e seriam os interlocutores. Mas não, o fino trapo que vestia outros revelava. Cenas da vida doméstica indesejadas na colação.
Um politicologista, a propósito da efeméride da governação, falou da gestão das faces do poder – a lembrar a finada licenciatura em Gestão das Árvores de Fruto. Referiu Ministros de Estado e de Estadão – um trocadilho fica sempre bem. Ecomomia Mística – com esta delirei! Classificação dos políticos como situcionistas, os que se relacionam tu-cá-tu-lá com os donos do poder e referiu António Vitorino, como endireitas, Paulo Portas e Santana Lopes, e canhotos: o Louçã e o Jerónimo de Sousa que ao visitar um hospital acabou internado. Vá lá um homem cumprir o preceito católico da visita aos presos e doentes...
Os dois anos do Governo de Sócrates decorreram em estado de graça que a eleição do Presidente reforçou. Podemos esbracejar contra os arranhões a quase todas as classes profissionais e aos cidadão em geral. Levou adiante a Lei do Aborto. O ambiente merece, finalmente, atenção. Inegáveis são a reforma da Segurança Social e da Função pública. Outras virão. O resultado da anterior subsidiocracia, perante a partidocracia exaurida, foi tragédia nacional. Sócrates é como moto-serra – corta rente e a direito no meio de uma barulheira infernal. Juram-no os humildes proprietários de pinheiros doentes em zona demarcada do litoral. Quem não foi à missa, ou, nos últimos tempos, não passou à porta da Junta de Freguesia e leu o edital, esgotou Dezembro sem derrubar a mata herdada de trisavós sem rosto e lucrar com a venda da madeira. Agora, as moto-serras governamentais invadem as matas; quando o dono sabe, é tarde demais. Arrecada quatro euros por pinheiro e nem um cêntimo mais. Esperança redentora é a moto-serra pifar e o Homem aparecer.
CAFÉ DA MANHÃ
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Publicado por Teresa C. às março 13, 2007 07:15 AM