« POMBOS OU CAUTELAS AMBIENTAIS? | Entrada | GANZAS E PATCHOULI »
março 11, 2007
O PIRATA VERMELHO

Jackie Sullivan
Comentou: “A si, que (d)escreve como poucos, pergunto, advogado-do-diabo, no primeiro grande parágrafo é de 'delikatessen' que fala? A segunda grande tirada, a tender no fim para o mesmo tom (porque será?) sempre vai dizendo, muito bem, disto e daquilo, do que só sabem as grandes almas penadas. Grande escrita, bonita voz... mas com distracções, a dar a mão ao lugar comum do ademane ou da encenação; porquê!?”
"Verdade, verdadinha" – não perco, nem quero, esta e outras interjeições aprendidas na Beira dos meus verões -, à segunda pergunta não sei responder. Razão simples: da arte de bem-escrever nada sei. A minha escrita é, tão somente, outra forma de respirar (lugar-comum, sei!), A escrita complementa a respiração que a ciência me permite. Isenta de regras, aquela. Inocente. Sem outro objectivo que o prazer de reflectir ou vazar por escrito emoções. Escrevo o fruto que pende da árvore da minha sensibilidade. Escrevo como estou no mundo. Escrevo sem cuidar do agrado ao leitor. Não faço melhor por que não sei. Gostaria de evitar afectações. Mas como, se nem dou conta delas e no texto "Como a Audrey Hepburn" ignoro onde estejam? Tenha por certo, caro Pirata, jamais pretender o logro. Não desminto o pudor de resguardar vívidas memórias ou sentimentos por via da condição de uma apaixonada racional (esta coisa existe?).
Continuem os estimados comentadores a sublinharem os meus vícios de escrita. Porém, não esqueçam – neste particular, sendo extrema a minha ignorância, por favor, enquadrem a crítica ou jamais aprenderei. Uma nota: quem conhece a mulher de que a Tati é fracção, sabe que a mentira não vai comigo nem eu com ela. Tenho a sina da verdade, por indesejada que seja. Silêncio, a mulher mantém. Mas, possuindo olhar delator, nada mais pode ou sabe fazer.
Publicado por Teresa C. às março 11, 2007 10:35 AM
Comentários
"Verdade, verdadinha" que eu já tinha desconfiado dessa bendira costela beirã.
Honra lhe seja. Prezo a companhia.
Publicado por: j às março 11, 2007 03:24 PM
Se me permite e porque este meio assim exige (e você e eu também), não enjeitando o comentário, digo-o de outro modo, agora inequívoco embora um tanto insípido:
A si, que escreve como poucos, digo, anjo-e-demónio, no primeiro grande parágrafo é de 'delikatessen' que fala. A segunda grande tirada sempre vai dizendo, muito bem, disto e daquilo, do que só sabem as grandes almas penadas. Grande escrita, bonita voz... mas com distracções a dar a mão ao lugar comum; porquê!?
Publicado por: -pirata-vermelho- às março 11, 2007 11:26 PM
J - ora ainda bem que temos aquela costela comum. Há lá coisa melhor que o aroma da montanha ao chegar a Primavera?
Pirata-Vermelho - Não, sei. Esse é o meu problema ;)
Publicado por: Tati às março 13, 2007 08:13 PM