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maio 29, 2007

ABAJO CHÁVEZ, ARRIBA ESPAÑA

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Autor que não foi possível identificar

Detesto tigelas-meias excepto quando a sede-fome aperta e nelas bebo caldo passado de variados legumes. O Chávez é um ditador da treta, mais ditador do que treta, um bronco terrorista dos espíritos. Do corpanzil entroncado poderia advir harmonia ao dedilhar uma viola, força bovina para derrubar a miséria, pulso de ferro que levasse adiante um povo. Mas não! O homem entende por poder uma imitação palhaça do carisma que no Fidel é passado. Quem rente corta com tesoura de poda tem de a saber manejar ou elimina de vez a seiva de braços que haveriam de produzir riqueza. Com lágrimas venezuelanas e do mundo, segundos antes da meia-noite de domingo, a Rádio Televisão de Caracas (RCTV) emitiu pela última vez. Cinquenta e três anos resumidos a imagens retroactivas e ao hino nacional entoado com emocionada revolta pelos funcionários da estação. De imediato, a polícia desceu à rua montada em canhões de água para dispersar a multidão dos protestantes sem-medo.

Outra meia-tigelice que não entendo li no quiosque da D. Rosarinho - o Esteves-não-sei-das-quantas que deixou a mulher por via da Elsa Raposo e a esta deixou recuerdos físicos de dolorosos caldos, não é que anda enrabichado com uma das manas de bronze e de seu nome Cinha, a mesma que namorou um médico espanhol que ninguém viu e quando internada à conta dum chilique fechou na cara do Mário a porta do quarto privado dum hospital privado e o deixou murcho com as flores na mão? Mais uma: o FJV deleitou-me com a nova receita da civilidade espanhola à moda do Zapatero. Ingredientes: deitar cedo e cedo erguer, pernas para que vos quero em corridas, marchas e ginásios, cortar nos manjares salerosos feitos de tudo quanto faz mal e sabe bem. Que o homem arrede a tentação de decretar o fim da siesta - nas próximas eleições leva uma «zapatada» tal que aterra, directo, num Spa em Berlim.

Publicado por Teresa C. às maio 29, 2007 07:48 AM

Comentários

Não quero polemizar aqui. De modo nenhum.
Porém, gostaria de dizer que considero haver uma diferença abismal entre "liberdade de expressão" e "liberdade de contaminação". Também por cá, para sermos totalmente sinceros, é imperioso distinguir estes conceitos.
Meia-tigela por meia-tigela, prefiro não beber nenhuma...

Publicado por: j às maio 29, 2007 09:36 AM

O que vislumbrei de boas medidas tomadas pelo Chávez, ainda que não tenha acompanhado o que se tem passado na Venezuela em pormenor nos últimos 2 anos (não estive cá e a informação a que tinha acesso era mais filtrada), terá sido a nacionalização do petróleo. O resto parece-me tudo uma grande palhaçada e ele, provavelmente, não sabe que o Fidel é inimitável.
De Elsas Raposos e Cinhas não sei nada. O que fazem elas de facto? Nunca percebi, mas também não tenho feito qualquer esforço para o saber.
Das siestas, guardo boas e más recordações de criança, pois no Verão era uma rotina diária familiar (um dever acima do direito). Se a noite anterior fosse mal dormida, eram 2 horas retemperadoras para a azáfama brincalhona que se seguia, mas o silêncio entre as 13 e as 15 horas era uma espécie de ditadura chavesca que às vezes desandava em repressão pelo ruído da canalha fura-siestas.
O Zapatero que durma umas siestas sobre o assunto, que é uma espécie de direito genético que nós já perdemos…
Um dia bom para ti. Beijinhos.

Publicado por: Nilson Barcelli às maio 29, 2007 09:44 AM

Não lhe conhecia a veia panflet... manifestante
mas!
não está mal; a ver se seria como diz com a graça com que o diz.
É que,
Chavez-Elsa/Mana-Zapatero-und_alles não se mete facilmente na mesma cesta sem confundir ervilhas de cheiro com outras bolinhas e sem ser a puxar ao riso.

Publicado por: -pirata-vermelho- às maio 29, 2007 05:56 PM

As justificativas para fechar a TV foram muitas. Primeiro, Chávez acusou os diretores da RCTV (em especial o executivo Marcel Granier) de ter protagonismo no golpe que lhe afastou do poder por 48 horas em 2002 - fato que, a bem da verdade, é admitido até por setores da oposição. Nesse aspecto, o que provocou críticas da comunidade internacional ao governo foi que a alegada participação no golpe deveria ter sido esclarecida na Justiça, não com um canetaço para fechar a TV. O argumento seria a prova de que o motivo da decisão foi basicamente político.

Por outo lado, aqui no Brasil a imprensa faz uma merda atrás da outra. Acusa e desacusa. Aprova e desaprova. E não há lei que coloque as coisas em seu lugar.

Concordo que Chavez é um perfeito idiota, ou quase. Mas por outro lado as leis que deveriam ser modificadas e preservar o direito de cada um, parece-me , salvo engano, que assim como cá no Brasil como lá, não querem mexer.

Acho o Chavez um antisionista de primeira ordem e tão idiota que é capaz de crer em Fidel Castro. (será?)
Mas me parece que esta rede de TV passou dos limites. E as leis? Onde estão ?
Lá como cá....há 500 anos servem apenas um lado.
Após tanto anos de desmandos, o resultado poderia ser outro?

Publicado por: Justo às maio 29, 2007 11:05 PM

J - como sempre, foi ao fundo da questão. Distinguir o que parece igual sendo diferente. impõe-se, ou quem na meia-tigela bebe neste caso seria eu.

Nilson Barcelli - Além de me obrigar a reflexão, o seu comentário teve o condão de me lembrar as minhas sestas infantis. Vê por que preciso de si aqui? - exerci o sentido crítico sobre a minha opinião e sugeriu-me um post que por aqui não tardará.

Pirata-Vermelho - pois acertou! A intenção era mesmo puxar ao riso, por que perorar concentrada sobre estas figurinhas não está com nada.

Justo - Obrigada, antes de mais. Mais uma vez tive alguém que, com delicadeza, me fez dobrar o pensado. E sabe?, aqui como aí a demissão do exercício da cidadania conduz a jogatinas do poder de que todos somos culpados.

Publicado por: Tati às junho 3, 2007 09:34 PM

"Falam, falam, mas não os vejo a fazer nada". Meus amigos: a Venezuela é um país rico de recursos com uma pobreza miserável que uma oligarquia corrupta governou durante um século sem resolver problema nenhum. Até na capital, Caracas, havia bairros onde as vacinas mais elementares nunca tinham chegado. Chavez resolveu isso, assim como está a levar para a escola primária um milhão de crianças que não a tinha. Quanto à TV fechada, em qualquer país civilizado a concessão não teria sido renovada.
Enquanto o Chavez ganhar eleições continuem a papaguiar como intelectuais urbanos e esclarecidos, mas deixem-no trabalhar.

Publicado por: Miguel Pereira às junho 11, 2007 05:30 PM

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