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maio 15, 2007

DA RODA AOS PATINS

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Heavenly Hussys

Parece ter surgido nos povos nómadas da Ásia Central. Sem a roda, adeus carro movido por homens, animais ou motores. À conta dos ancestrais carros de carga puxados pelo sexo tido por forte - à época, que na actualidade está emocionalmente mais débil que o oposto -, deve ter resultado a expressão “burro de carga”. Como a evolução social não esculpiu somente o masculino, na última meia dúzia de décadas, animais de carga têm sido as mulheres no cúmulo da profissão com o trabalho doméstico.

Uma frívola consequência da invenção circular foram os patins. Dão gozo, dizem, que eu nunca me ajeitei com aquilo nos pés – prefiro sentir-me rente ao chão e à segurança. Faltou-me a coragem de vencer o desequilíbrio e rolar contra o vento. Ainda assim, vim a fruir dos patins. No deslizar do tempo, aprendi a remeter aos patins o que, controlando, me condiciona, contrafaz ou desagrada. À frase que emudeço “vais de carrinho”, prefiro “vais de patins”, talvez por considerar que a despedida ganhava despacho e eu paz. Ao escabeche mediático – no caso a desaparecida Madeleine -, aos arregimentados cabotinos, cretinos, criançolas, crispados compulsivos – das letras, prefiro o «c» por que sendo redondo tem janela – mando passear de carrinho ao jardim das malvas. Se figura avulsa, aqui sim!, um par de patins alivia-me o constrangimento.


CAFÉ DA MANHÃ

A "parte séria" deste senhor, passa a estar - “porque às vezes me apetece”- aqui.

Publicado por Teresa C. às maio 15, 2007 08:24 AM

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