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maio 02, 2007
DE DOUTOR A SR. NUNES

Sally D.
P’ra cima de um dinheirão custa substituir potências em base dez de cartões de visita e papéis burocratas de resmas de instituições. Por esta via emagrecidos os erários público e particular. Além da maçada - referências na agenda, mudança na linguagem obrigando a reflectir duas vezes antes de falar. Depois, há aquela coisa insana de conhecer o currículo académico do interlocutor. Bacharel? Licenciado? Mestre? Doutor? Médico, pela inscrição na ordem dos médicos, ou licenciado em Medicina? Professor porque ensina ou Professor Doutor ainda que há anos não dê uma aula? Remedeio simples: abolir do tratamento formal os títulos académicos. O mundo evoluído há muito o fez - doutores são os médicos e ponto final. Passando o advogado a Sr. Nunes, tal como o talhante ou o sapateiro, adeus imbróglios escus(ad)os.
Segundo palestrou o Sr. Marcelo, candidato a emprego ou aluno que acompanhe com palavras de cortesia ou de identificação profissional um email anexando currículo ou trabalho merece a exclusão. De ora em diante, deverá escrever:
“Ex.mo Sr. Marcelo,
Venho, por este meio, entregar o meu trabalho.
João da Silva”
Dizem vício de pobretanas o «doutor» no linguajar. É remetida a culpa à ignorância basbaca de quem apelida, inocentando os (in)discretamente ufanos pela deferência – que diabo!, se queimaram as pestanas, dinheiro e fígado nas borracheiras da faculdade, têm direito a recompensa vitalícia e a obituário lustrado. Não querendo perpetuar atitudes menores, comecei por corrigir o João que me fornece a dose de cafeína matinal. Malicioso, não esteve de modas: - “Muito bem! Volto à menina Cheesecake. Pode ser?”
Publicado por Teresa C. às maio 2, 2007 06:33 AM
Comentários
Blog interessante :-)
Publicado por: pnet às maio 2, 2007 03:16 PM
Os títulos são de facto irrelevantes; note-se que já me chamaram:
Sr. Doutor- alguém que me queria enganar nos negócios.
Sr. Engenheiro - alguém a quem enganei nos negócios.
FDP - (não é fim de semana) -um amigo que "limpei" no pocker desconfiado de que fiz batota.
Sr. Cabral - por deslexia o nome terminava no ditongo (ão) - um funcionário público ex-namorado da gaja com quem ando.
Amigo! - alguém que me quer sacar a gaja.
Até à Catarina da Russia chamaram a Grande; a grande quê?
Publicado por: JG às maio 2, 2007 11:12 PM
pnet - obrigada :)
JG - Seu danadinho!... E se bem procurar mais títulos irá achar! Já agora, assim às primeiras, lembra-se de algum para mim? É que o do João enjoa pela doçura...
Publicado por: Tati às maio 5, 2007 12:32 PM