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julho 12, 2007

CAPRICHOSAS MARAVILHAS

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Autor que não foi possível identificar

A apoteose da selecção das Sete Maravilhas do mundo começou mal. A vaia de quarenta mil pessoas antecipou os ventos uivantes do início da semana. Por minutos, a Luz foi cenário (im)provável do Monte da Emily Bronte. As gentes optaram pela inconveniência - concedamos não ser uma festa exposta aos olhos do mundo o momento para reclamações de trazer por casa. Virtude: não recearam proclamar na vaia a seriedade da consciência crítica relativamente à cúpula governativa e à classe política que alterna a vez democrática como se fora jogo de matraquilhos.

O que mal começa, melhor acaba, soe dizer quem aos adágios se apega. A festa foi linda, as maravilhas escolhidas, o Ben Kingsley um senhor que desde “House of Sand and Fog” não via. A bela indiana, que ao lado dele sorria, reluziu com a eleição do Taj Mahal e com o jeito de menino-homem-sabido do nosso Ronaldo. Ao apagar das luzes, houve beijo intercontinental e, suspeito, quente, ao arrepio da noite fria.

Dos agora exponenciados destinos turísticos, inscritos em milhões de agendas viajantes, conheço uma. É verdade! A mania de repetir a fruição de lugares, livros e filmes que amo, circunscreve a reduzido palmarés as minhas peregrinações pelo mundo. O Coliseu, entre o Palatino e o Célio, é o que vejo e invento. Ao trivial conhecido, acrescento as pinceladas históricas do Steven Saylor – se devoro ficção histórica(?) em geral, a policial é gourmandise de que não abdico. E como ele ensina a amar as delícias e misérias da urbe que o Tibre atravessa... Às Novas Maravilhas constantes do rol oficial, prefiro as minhas e as que persigo. Sou assim: caprichosa, mas dedicada criatura.


CAFÉ DA MANHÃ

1 - Umas semanas como nacional peregrina e eis que deixei escapar o desafio da caríssima Leonor. De imediato, penitencio-me. Das minhas cinco últimas leituras, e sim!, para mim são sazonais, algumas constituo como revisão encantada de livros. Segue junta a lista.

Júlio Pomar – “Poema do Dito e do Feito” complementado pelo “Apontar com o Dedo o Centro da Terra” do Lobo Antunes.
Susana Prieto e Lea Vélez – “A Casa do Destino” - oferta recuada cuja leitura adiei.
Gabriel Garcia Márquez – “A Incrível e Triste História da Cândida Eréndira e da sua Avó Desalmada”
Vilhena – “História Universal da Pulhice Humana” - primeira leitura.
Cesare Pavese – “Fogo Grande” - primeira leitura

2 – Renovo o agradecimento ao Portal Minderico pela divulgação de textos que por aqui registo.

Publicado por Teresa C. às julho 12, 2007 06:30 AM

Comentários

É muto bom ter a sensação de já termos encontrado a "nossa maior mravilha". Isso não quer dizer que possamos fechar os olhos ao mundo...sob pena de, perdida a dita opor qualquer razão, fiquemos "desfalcados" de qualquer sentido de orientação...!

Publicado por: Viajante às julho 12, 2007 09:24 AM

Viajante - sabe?, a minha maior maravilha será sempre aquela cuja imagem me comove. E não, não olho para o lado à cata doutras quando uma me prende.

Publicado por: Tati às julho 19, 2007 07:39 PM

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