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julho 26, 2007

DE LISBOA, COM AFECTO

HSorayama026 copy.jpg
Sorayama

Com afecto, de PT.JPG - Lisboa, para estes e outros leitores que têm este blogue nas virtualidades favoritas e, pelo mundo, o português não esquecem.

image001.JPG Russian Fed. - Rostov, Yaroslavl image002.JPG Japan - Ukishima, Shizuoka

image003.JPG Oman - Muscat, Masqat image004.JPG Sweden - Kista, Stockholms Lan

image005.JPG Poland – Warszawa image006.JPG Hungary - Szentendre, Pest

image007.JPG Italy - Serradifalco, Sicilia image008.JPG Germany - Koeln, Nordrhein-Westfalen

image009.JPG Netherlands - Amsterdam, Noord-Holland image010.JPG France - Vitrolles, Provence

image011.JPG Philippines – Manila image012.JPG United States - Antioch, Tennessee

GB.JPG UK - Cambridge IL.JPG Israel - Tel Aviv-Yafo TW.JPG Taiwan - T'ai-pei

Não sei se me pertence algum merecimento ou é a portuguesa saudade que reclama alívio. Pouco a razão importa quando constato, diariamente, os elos criados pelo fumo desta chaminé que chega a tão díspares sítios no mundo. Deste blogue tenho recolhido afecto e retorno que jamais ao rabiscar os primeiros textos ideara. Uma surpresa boa, uma de muitas que a fortuna deixou cair nesta leda escrevinhadora.

A oportunidade de crescer com quem me lê e analisa, tal como acontece em belíssimos textos/comentários, é um dos prodígios da «rede». E se nela encontram abrigo pedófilos, mercadores de almas, larápios, cabotinos ou escroques, contornei-os quando na «rede» bambaleio. Pelo dito não decorre candura patética; filtro o possível e do tempo espero decantação fina. O método não me tem traído.

Noutras «redes» há a nudez dos corpos - paga em carregamento de telemóvel ou em despudor viciante, - os blind dates - banal fantasia do sexo com estranhos -, os tórridos (des)amores que acabam em dilúvios de lágrimas e furacões de arrependimentos. Outras «redes» satisfazem a curiosidade pelo conhecimento de que precisa o evoluir do espírito – sem elas, como remediar, no instante preciso, uma ignorância incómoda? Viciantes todas, se a determinação pessoal deixar lasso o freio. Porque o percurso dos humanos não tem nos saberes a prioridade de vida, os afectos e o trabalho que apaixona são, afinal, o que de melhor advém das órbitas que marcam o tempo. O nosso.


CAFÉ DA MANHÃ

Daqui veio o desafio para nomear doze blogues que gostaria de desfolhar em livro e endereçar a outros tantos idêntico pedido, de feição a não quebrar a cadeia. Preservá-la cabe aos autores das prosas que nomeio.

- A.
- Alba
- Anarresti
- Arcepisbo de Cantuária
- Ela
- Katraponga
- Lobotomias
- Marta
- Nuno Guerreiro Josué
- Pornographo
- Sem Nada
- Sinedoque

Publicado por Teresa C. às julho 26, 2007 06:30 AM

Comentários

"os afectos e o trabalho que apaixona"!

obrigado pela lista,
abraço.

Publicado por: troblogdita às julho 26, 2007 12:43 PM

"Deste blogue tenho recolhido afecto e retorno que jamais ao rabiscar os primeiros textos idearia."

É o que acontece, querida Amiga, a quem escreve tão divinamente bem, para quem a escrita é muito mais do que "despejar" conceitos ou vãs literatices, ou atormentar os nossos "pobres" espíritos com mais do mesmo, isto é, com inúteis discussões acerca de tudo o que não tem o mínimo interesse.
Há blogues marcadamente políticos que, no meu caso, deixei de ler. Há blogues de cariz meramente libertário a que eu prefiro os que contribuem para dar novo vigor à minha Liberdade. Há blogues intimistas, onde, de quando em vez, descubro pérolas escondidas. Há blogues para os amigos ou para as amigas, onde a pequena clique( e só ela...) se diverte e se afaga o ego. E há os outros. Os que apenas existem para "confundir" a rede, mas que têm também o direito de existir. Parafraseando Voltaire, "não concordo com nada do que eles dizem, mas lutarei até à morte para que tenham o direito de o dizer" (salvo seja, evidentemente...).
E há o seu blogue: cuidadamente bem escrito, equilibrado e criterioso na escolha dos temas, imaginado não apenas para satisfação pessoal mas tendo em atenção os seus possíveis leitores, abrindo, a espaços e muito vagamente, a sua personalidade... Enfim, do meu humilde ponto de vista, um "objecto" quase perfeito!
PS.
O "quase" não está a mais, não, querida Amiga.
Está aqui para recordar Cesário:"Se eu não morresse nunca e eternamente buscasse e encontrasse a perfeição das coisas...".
Um beijo de gratidão e de admiração.

Publicado por: j às julho 26, 2007 01:59 PM

Não é admiração para mim, desde que li o seu primeiro texto, que o seu blog seja lido por este mundo fora. Admiro a qualidade e a diversidade da sua escrita, pasmo perante a sua disciplina e orgulho-me da minha língua e da sua riqueza quando ela é tratada da forma que a Teresa tão bem sabe.
Eu sim, gostaria de ver este blog em livro! Enquanto isso não acontece vou-a desfolhando diariamente com a urgência das coisas boas.

Obrigada pelos momentos diários e pela selecção que modestamente agradeço.

Um beijo

Publicado por: sinedoque às julho 26, 2007 04:58 PM

Também eu (e creio que muitos), gostaria de ver este extraordinário blog em livro.

Atrevo-me a dizer que a "escrita" da Teresa C. é uma verdadeira obra-prima do bom gosto na utilização da língua portuguesa.

Do bom gosto até na escolha dos temas, que nos "saltam" com uma regularidade impressionante!

Como é que se "faz" e "escreve" assim?

Publicado por: Minderico às julho 26, 2007 09:49 PM

E meu querido BRASIL ???
MaGoou !!

Publicado por: Justo às julho 27, 2007 12:29 AM

Querida: vamos lá a publicar um livro. Estamos à espera. Mais uma vez obrigada pela simpática referência. Um abraço!

Publicado por: Ela às julho 27, 2007 01:22 AM

Está feito. Obrigado pela escolha.

Publicado por: marta às julho 27, 2007 02:06 AM

Também não me importava nada de a ler em livro :) e por isso mesmo hoje a nomeei para o prémio "Momentus Excelência". É a forma que tenhod e agradecer os Momentos de Excelência que aqui passo.

Um beijinho

Publicado por: Gi às julho 27, 2007 02:23 PM

Troblogdita - Grata estou eu pelo teu suporte amigo e crítico.

J. - Um beijo grande meu Amigo.

Sinedoque - Estamos quites, pois é idêntico o prazer e a admiração que me leva a lê-la todos os dias.

Minderico - A escrita sai e pronto. É outro modo de respirar. Grata pelo incentivo.

Justo - como afirmo na nota do texto posterior, os países de língua portuguesa ficam para depois. Que tal não signifique menor apreço.

Ela - Ai minha querida, e eu tenho lá talento para isso? Tu sim, como deste provas no teu belíssimo livro.

Marta - as suas prosas são simples e bem construídas. Saiba que sou sua "cliente" habitual.

Gi - li, vi e agradeço. O seu blogue é outro que no dia-a-dia procuro.

Publicado por: Teresa C. às julho 28, 2007 10:29 AM

Só agora regressada de umas mini-férias é que tomo conhecimento desta cadeia.
Este é um dos blogs onde cada visita se traduz em vários actos de apreço - a escolha das imagens, os temas dos posts, a estrutura dos textos, o arrojo da escrita, a perspicácia das análises, o humor...
Agradeço-lhe o facto de ter referido "A Clareira". Sinto-me muito honrada, acredite!

Publicado por: Alba às julho 28, 2007 07:58 PM

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Recordar-me?