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julho 28, 2007

LÁ SE VAI O CARREFOUR!

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Mark Blanton e Mel Ramos

Lá se vai o Carrefour dos queijos frescos em creme e doutras especialidades do mundo, raras a preço acessíve no mercado português. Eu, que odeio hipermercados cujo cheiro de imediato enjoo, o único que tolerava, sendo a economia prioridade, era precisamente o carrefour - encruzilhada - dos sabores. Do mercado era dito, como de outros, ser lugar ideal para travar conhecimentos românticos. Os corredores dos vinhos, divulgou jornal respeitado, se passeados com vagar propiciam que eles e elas se cruzem. Pergunta daqui e dali sobre a excelência dum vinho é o que basta para um improvável par verificar um do outro a sintonia em gostos, cheiros, luzir do rosto e atitudes. Tudo enquanto enchem o carrinho. O dois-em-um! A respeitabilidade do lugar, o filtro social e a roda da fortuna resolvem solidões de quem os lugares da noite evita. Isto sim!, é serviço público.

Ao contrário, temendo quebras nos lucros pela venda de produtos burocratas, os notários declararam guerra ao governo. A rapidez dos serviços Empresa e Casa na Hora dizem comprometer inconstitucionalmente os respectivos proventos. O rabear corporativo perante medidas que prezam a eficácia e o respeito pelo cidadão, é risível. Dos notários, como dos farmacêuticos, dos médicos e outros funcionários. Mexer em regalias instituídas e que as novas necessidades desmentem, é borrasca anunciada. Fossem respeitadas prerrogativas fedendo a bolor crescido e ainda usaríamos coulottes, nós, ceroulas, eles.

A Universidade Moderna está moribunda. Foi-se o tempo das privadas como pipocas, do luxo dos administradores obtido pela credulidade dos excluídos do crivo das universidades públicas. Os escândalos públicos e a imoralidade privada, somados à diminuição de candidatos para maior número de vagas que as universidades credíveis oferecem, foram porretada decisiva. E agora, senhores comerciantes do ensino, que ramo de negócio há para aí que vos interesse? Sugiro alguns fast e light como é fashion: fast-explicações ao domícilio e light-serviços médicos continuados.


CAFÉ DA MANHÃ

- Recebi a visita da Gisela Cañamero. Que blogue! Quanta excelência!...

- Belíssima a selecção de pintura da Gi. Galeria e textos impressivos.

- Obrigada, Mad. Honra-me surgir num espaço de tanta qualidade.

- Da Grécia com humor. Um regalo!

- O mulherio, a que pertenço, no seu melhor!

Publicado por Teresa C. às julho 28, 2007 09:32 AM

Comentários

"Os corredores dos vinhos, divulgou jornal respeitado, se passeados com vagar propiciam que eles e elas se cruzem." - o tal jornal (respeitado, note-se!) deve ser patrocinado por um comerciante de vinhos em fase de deficitária, não?

Obrigada pela menção honrosa.

Publicado por: Madalena às julho 28, 2007 11:13 PM

Mdalena - Lol E eu sei lá? Nestas patranhas acredita quem quer... ou experimentou e sabe do que fala. Estes jornalistas são como os publicitários: uns exagerados! ;) Não agradeça, mereceu.

Publicado por: Teresa C. às julho 31, 2007 10:56 AM

Ponho um beijo
demorado
no topo do teu joelho

Desço-te a perna
arrastando
a saliva pelo meio

Onde a língua
segue o trilho
até onde vai o beijo

Não há nada
que disfarce
de ti aquilo que vejo

Em torno um mar
tão revolto
no cume o cimo do tempo

E os lençóis desalinhados
como se fosse
de vento

Volto então ao teu
joelho
entreabrindo-te as pernas

Deixando a boca
faminta
seguir o desejo nelas.

Poema de Maria Teresa Horta

Publicado por: James Stuart às julho 31, 2007 12:19 PM

Ops... perdão... coloquei aqui este poema de Maria Teresa Horta, quando intencionava comentar em "Allumeuse? Moi?"

Publicado por: James Stuart às julho 31, 2007 12:22 PM

James Stuart - Belo e duma escritora que tanto admiro. Obrigada. Quanto aos "carvões» de que falámos lá em baixo, aguardo uma surpresa nas minhas visitas diárias ao seu espaço.

Publicado por: Teresa C. às agosto 1, 2007 08:33 AM

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