« A FELICIDADE NUM EMBRULHO | Entrada | DE SÃO TOMÁS AO “FOSGA-SE!” »

setembro 25, 2007

TENTADORA COMBUSTÃO

Img2297_ruby.jpg
Honey Potter

Não é o orgasmo a razão - labor curto e fantasia têm eficácia sensorial pelas gentes confirmada. Nem são precisos artefactos que dizem variados nas sex shops das cidades, tão pouco o despudor da webcam que tantos(as) viciam. No que me concerne e neste contexto, mobile toys e monitor da máquina de trabalho são menos estimulantes do que cozido à portuguesa, as carnes avinhadas com alho e louro desde a véspera, bem servido e melhor regado. Mas entendo das naturezas a diversidade e não caio no logro de condenar; prefiro o direito de sorrir de práticas que me excedem. Identifico-me com os adeptos das brincadeiras “au naturel comedido”. Artifícios só na maquilhagem leve e o do fogo espectral nas festas e romarias. Que adoro.

Se o móbil último do sexo presencial não é o orgasmo, qual é afinal? Do outro o toque, o calor, o folgar dos sentidos a que alguns somam um parêntesis na solidão, outros a confirmação de serem desejáveis e desejar, a busca infinda da(o) «tal» que rima e combina, a ternura cúmplice que o amor fermenta ou não?

É tentadora a combustão do desejo. O comburente subitamente ansiado pelo combustível, mais não seja pela preferência ardorosa e pavio incandescente. A consumação como efeito do arrebatamento. A isto chama o vulgo cedência. Ou explosão inconsequente. Ou estopa frágil que não cuida de afastar o fogo que a consumirá. Ou diminuída exigência interior. Tudo isto ou nem por isso. Momentos da vida de cada um. Que sabe de si. Ideia e decide. Ou decide e ideia depois. O arbítrio em exercício. Livre. Consequente ou não.


CAFÉ DA MANHÃ

- A esta adorável Mulher agradeço os “Chicos Embobados”, conquanto o termo «boa», literal e mataforicamente, lhe seja mais adequado do que à Teresa C. Como soe dizer-se, é “boa todos os dias”!

- Solicito aos leitores que desejem um t-shirt semelhante às propostas que escrevam para o endereço “concursotati@hotmail.com”, indicando qual a imagem pretendida. Será fornecida para cada um utlizar no algodão e a seu bel-prazer.

- Fico grata pelas ligações estabelecidas para este espaço por amabilidade da Abbie, da Blogadinha, e da Gertrudis, do L’Etranger e do Recepcionista.

Publicado por Teresa C. às setembro 25, 2007 06:50 AM

Comentários

Esta mulher é um mimo, um doce e, acrescento sincera (referindo APENAS e SOMENTE à tshirt): uma doida!
disse! e não me arrependo que na palavra eu tenho um bom conceito e, se for o caso, faço um post e explico em desagravo.

No que refere ao texto, talvez divirja no repasto: prefiro uma tachada de favas ou, na falta, um robalo grelhado na brasa, quanto ao resto...a gente um dia fala :)

Publicado por: mcorreia às setembro 25, 2007 11:36 AM

Sou eu, quem fica grata, pela referência. :)

Publicado por: Abbie às setembro 25, 2007 12:21 PM

Bom dia! Quando se ama , faz-se sexo até com os olhos. E goza-se de prazer infinitas vezes só em relembrar. Qual o mote ? Que mote ? Quando se ama o mote é amar. E aí... bom, aí deixa-se a imaginação fluir por todos os fluidos.

Como diz esta letra:
(Rita Lee)

Amor é um livro - Sexo é esporte
Sexo é escolha - Amor é sorte
Amor é pensamento, teorema
Amor é novela - Sexo é cinema
Sexo é imaginação, fantasia
Amor é prosa - Sexo é poesia
O amor nos torna patéticos
Sexo é uma selva de epiléticos

Beijos.

Publicado por: Justo às setembro 25, 2007 01:48 PM

Olá Teresa!

Achei graça à breve dissertação sobre os meios ao alcance da «razão». Despropositado ou não, lembrei-me da afirmação de Woody Allen, lida no fim-de-semana: «Sexo é a coisa mais divertida que eu fiz sem rir.»

Sem juízos de valor a considerar, dou graças pela gastronomia mediterrânica...

Mudando a motivação do gesto, acrescento que não carecia a gratidão pelo "redireccionamento virtual". Se há momento a ser agraciado, será o da leitora em cada prazeirosa e qualitativa narração proporcionadas pela autora do blogue!

Por esse, extensível a vários outros momentos, o meu agradecimento.

Felicidades.

Publicado por: Blogadinha às setembro 25, 2007 04:35 PM

Há alguma associação a fazer desta ilustração com o mito do pó de corno de rinoceronte?
Se sim, deixa de sermito e passa a ficar explicada a chinesice.

Publicado por: -pirata-vermelho- às setembro 25, 2007 06:46 PM

dei um prémio ao Sem Pénis. se quiseres aceitar...

Publicado por: Blackangel às setembro 25, 2007 07:01 PM

Mcorreia - Eu cá acho que temos de nos conhecer. É um pressentimento, mas fique a menina sabendo que a enganos «nã» me acostumei.

Abbie - definitivamente... um doce! Dona de um espaço a condizer.

Justo - nem me fale1 Fazer amor com o olhar é manjar que arrebata corpo e coração e fica, e fica, e dura e cativa lugar vitalício no coração. Não só, mas também...

Blogadinha - visitei e gostei e demais não precisei. Depois, sou «piquena» grata ao bem que me fazem e corro e pulo para o merecer. Conto sonsigo como leitora crítica. Quando me vir em argolada de mau gosto, por favor, venha aqui e diga. Gosto disso.

Pirata-Vermelho - Desses pós que dizem fazer da carne mastro firme, pouco sei. A laracha que enxerguei na imagem e por essa razão escolhi, tem a ver com comburente fora das normas que cada um para si decreta - quem decreta! O curioso é que desejo imponente pode motivar ao combustível a incandescência.

Blackangel - já vi, li e agradeço. Amanhã, no café matinal, darei notícia. Volte sempre!

Publicado por: Teresa C. às setembro 25, 2007 09:41 PM

Entendido, cara Teresa. Por suspuesto, non parece discurso de loira ind'straída...

O que entende por 'fazer amor'?

Publicado por: -pirata-vermelho- às setembro 25, 2007 10:51 PM

Pirata-Vermelho - Conjugação arrebatada de corpo e emoção. Respondi?

Publicado por: Teresa C. às setembro 25, 2007 10:59 PM

Ah...
então pode ser trepar encostas de 900m de altura c'as mãos nuas e sem corda de segurança!
Então,
e os afectos!?

Amor...
sempre pensei que se tratava de uma forma de afecto; daí não perceber como se o pode 'fazer'.

Deixe! Não s'incomode... assim com'ássim cheira-me a anglicanismo d'ámérica via rock&pop.

Publicado por: -pirata-vermelho- às setembro 26, 2007 12:42 PM

Das emoções a variedade é muita. E, não esperava certamente que em público desvendasse assunto tão íntimo e posto de modo tão acutilante. Ou esperava? Claro que na abrangência do meu conceito o seu exemplo está incluído. Porém, se for ao arquivo de Setembro, verá que há bem pouco tempo clarifiquei o que pelo termo significo - "Very Hush-Hush" do dia 7 de Setembro. Imagine que até disse que se o tempo fora Idade Média me roubava... Arrependeu-se está visto. :)

Publicado por: Teresa C. às setembro 26, 2007 12:56 PM

Pirata-Vermelho - um acrescento: fazer-amor não é necessariamente sexo, tal como eu o entendo. Inclui actos de afecto extremo com a natureza. Neste particular, a minha definição telegráfica e abrangente abrange o seu exemplo (não gosto de perder nem a feijões, remember?)

Publicado por: Teresa C. às setembro 26, 2007 01:28 PM

Posso falar?

Fazer amor é o contrário de "dar uma trancada"

Publicado por: Minderico às setembro 26, 2007 02:44 PM

Minderico - tal coisa não sei o que é, ou melhor, nunca dei e, conhecido das experimentais o meu saber, se o empirismo me falha vai-se o conhecimento.

Pelo que ouço dizer, a confusão entre os termos - "ir p'ra a cama", "acidente de percurso", "aquilo aconteceu", "foi o que tinha de ser", e "coisar" (palavra horrenda!)- é banalidade. E tenho pena. Porque fazer-amor é, num acto íntimo a dois, consubstanciar um afecto e ver o mundo lindo e lustroso e adormecer ou erguer com um sorriso nos lábios. É um dos momentos de um amor. Digo eu...

Publicado por: Teresa C. às setembro 26, 2007 04:46 PM

"ir p'ra a cama" = "acidente de percurso" = "aquilo aconteceu" = "foi o que tinha de ser" = "coisar" (palarava horrenda!) = "dar uma trancada"

Tudo isto é o contrário de; "fazer-amor é, num acto íntimo a dois, consubstanciar um afecto e ver o mundo lindo e lustroso e adormecer ou erguer com um sorriso nos lábios. É um dos momentos de um amor. Digo eu...

E eu também digo :-)

Temos visões idênticas do que deve ser fazer-amor.

Publicado por: Minderico às setembro 26, 2007 04:59 PM

Então,
se bem entendo,
os amigos, Teresa C. e Mindas, estão a falar de foder, sem prejuízo de outras partilhas afectuosas mais ou menos acessórias, complementares ou adicionais, mais ou menos sexuadas e fazendo parte do mesmo impulso, não é verdade?

'Fazer amor' parece-me uma expressão cristalizada que perdeu tanto significado como aquelas todas, ali acima;
agravada,
as i said,
pelo facto de ser anglicanismo-à-pressa.
Eu digo 'foder'
em tod'o lado
a tod'a gente
e sem qualquer carga sarnenta ou de vivaço apressado .

Para quem se quiser refugiar na linguagem vernacular há sempre o recurso ao 'fornicar', ao 'copular', ao 'acasalar' e a outras formas que ninguem usa.


Publicado por: -pirata-vermelho- às setembro 26, 2007 06:21 PM

Pirata-Vermelho - Não me está a imaginar, ouvindo amigos perorar sobre as desventuras com os parceiros, ao pedirem-me opinião, perguntar: "mas ainda fodem ou não?". Pior: "ainda têm re(a)lações?"

Caríssimo, quem não conjuga o verbo foder quando a ocasião pede ou é um desgraçado puritano que o gelo consome ou um tédio!

As três alternativas vernáculas que indicou, prefiro-as para animais com menos tino que o bicho-homem. Manias, que hei-de fazer?!...

Publicado por: Teresa C. às setembro 26, 2007 07:50 PM

Nem mais...
"o recurso ao 'fornicar', ao 'copular', ao 'acasalar' e a outras formas que ninguem usa."

Publicado por: -pirata-vermelho- às setembro 26, 2007 08:07 PM

Comente




Recordar-me?