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setembro 17, 2007

TRINTA ANOS DE HOMENS

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Entre marido, companheiros e amores (des)encantados celebrou trinta anos de homens. Para comemorar o varrimento masculino – a todos despedira – juntou amigos do peito. Um pedido feito com doçura e humor: visual de gala que o afecto compreenderia. Perplexa, abri o convite impresso comme il faut; Nem deu para um pestanejo – liguei. Rindo, explicou: existem, descontando aniversários, casamentos, baptizados, comunhões e crisma, despedidas de solteiros, inauguração de nova vida após um divórcio, “chás de panela”, despedida do emprego e as de qualquer sorte que alguém engendre. Apetecia-lhe comemorar, com pompa e testemunhas afectuosas, a decisão tomada ao apagar as quarenta e sete velas do bolo de anos: "homens nunca mais!" “E presentes, haveria?” Que sim, claro, se respeitassem o propósito. E mais não disse.

Pelo final do dia agendado, subimos a bordo da embarcação - um clássico veleiro herdado do pai e a custo mantido em honra da sua memória. Tocheiros bruxuleando com a brisa, o lusco-fusco exaltado pelos potes de cera ardente, música oriental, tapetes e almofadões espalhados no convés. Outros assentos ou mesa, nem vê-los. Indícios de paparoca, também. Convidados reunidos, anfitriã omissa, mistério e expectativas em crescendo. Num roçagar de mousselinas e pingentes chocalhando, quatro bailarinas com máscaras moviam, estonteando, o ventre. Manso o confluir do Tejo e do oceano. O sol acamou sem um aplauso juntar aos muitos que foram ouvidos. Ao destaparem as dançarinas o rosto, o último era o da formosa Carminho. Refeitos da surpresa, ou talvez não e à conta dela, começou, desenfreado, o festim. Fosse pelo odor a sândalo, pela excelência do alimento ou devido às margaritas cujo sal lambo arriscando a compostura, corria afrodisíaca a noite. Dissonante para quem se despedia dos amores.

Queria deparar-se com ela própria sem bengalas emocionais, dizia. Experimentar a condição de mulher somente emoldurada pela família primordial, os amigos e o trabalho. Ser livre para de tudo fruir sem prestar contas. Despedir-se das inevitáveis cedências aos parceiros – dos melhores, acrescentava, os que lhe haviam passado pelo coração. E se ardente, dela contavam... Está de partida para a África Oriental como voluntária numa organização humanitária. Que Mulher! Ofereci-lhe um kit completo de sobrevivência. O que lá ia, além do óbvio, não comento.

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CAFÉ DA TARDE

O júri escolheu os três contos finalistas do “Concurso Veneno Com Açúcar”. Por ordem alfabética do nick do autor, seleccionou os seguintes, dois deles com igual pontuação:

“Despedida de Agosto” – J.

“Despedida em Agosto” - Katraponga

“O Pingo” – Mcorreia

"Ainda Não Sei" - Shark

Pese embora a qualidade dos textos, foram excluídos os que excederam os 2500 caracteres. O mais votado será também publicado.

Publicado por Teresa C. às setembro 17, 2007 07:10 AM

Comentários

Adorei esta crónica. Tocou-me. Porquê não sei.
Uma boa semana para todos.

Publicado por: Minderico às setembro 17, 2007 09:02 AM

Magnífico!
Porque será que não há festas destas para comemorar 30 anos de mulheres?! Porque será?!
Para aprender a resposta, ainda um dia gostaria de ser convidado por uma delas!!!
Magnífico!
Um beijo, Tati.

Publicado por: j às setembro 17, 2007 09:34 AM

Peço desculpa pelo esquecimento!
O "Magnífico!" aplica-se também, obviamente, à foto no convés...

Publicado por: j às setembro 17, 2007 09:35 AM

Eu diria, MAGNÍFICAS as 2 fotos :-)

Publicado por: Minderico às setembro 17, 2007 12:01 PM

Rica ideia. Só eu não tenho amigas assim, tão originais... Beijos, amiga!

Publicado por: Ela às setembro 17, 2007 12:32 PM

Publicado por: -pirata-vermelho- às setembro 17, 2007 02:09 PM

Ah! Estas coxas não são fingidas ! Ah não são mesmo !
Ula lá ! (E nem tampouco de galinhas!)
Duas curvas nas mulheres são simplesmente fantásticas.
As curvas dos ombros, de onde caem os braços, feito uma cachoeira perfeita e as dos joelhos, que se erguem como majestosas montanhas. As mais difíceis de modelar , sem dúvidas! Sempre me perco nestas curvas...sempre.
Bom seria comemorar assim todos os dias.
Viver é em pedaços e ser feliz é aos poucos!

Publicado por: Justo às setembro 17, 2007 03:26 PM

Por uma questão de prudência, sugiro a não publicação de fotos afins.

Minderico

Publicado por: Minderico às setembro 17, 2007 04:31 PM

Há sempre razões, objectivas ou não, para festejar o que quer que seja.
Mas, no essencial, há os que gostam e os que não gostam de comemorações.
E essa sua amiga, a julgar pelo varandim, pelo veleiro a motor, forro do convés, roçagares e demais adornos, deve adorar festas. Não para comemorar, mas para exibir a sua beleza (deduzo que é feia) e eventualmente dizer a todos que é livre por sua vontade (será o contrário…), para além de se colocar acima de toda a concorrência, tornando claro (a eles e a elas, ainda que por diferentes motivos) que se destaca das demais pelo poder económico que detém. Mas posso estar enganado...
O motivo da comemoração pareceu-me fútil, ainda que aceite que o não seja para muita gente. Respeito-o, por isso, mas não o entendo.
Mas o que achei realmente dissonante foi o facto dela partir em missão humanitária. Não teria sido essa a verdadeira razão da festa? Como que uma despedida da “boa vida” que até ali tinha levado? Sim, porque a África Oriental não é propriamente um lugar recomendável para férias…
E a Teresa, gostou da festa? Notei que, para além do ambíguo “Que mulher!”, não fez qualquer apreciação qualitativa acerca do evento e/ou da anfitriã...

Publicado por: Nilson Barcelli às setembro 17, 2007 04:48 PM

Deve ter sido uma festa gira, deve... ;)

Publicado por: K, às setembro 17, 2007 05:08 PM

Só para variar um pouco de tema .... aqui fica ...

A TRAGÉDIA QUE ESTÁ EM CARTAZ
José Pacheco Pereira


O caso da "pequena Maddie" e o da princesa Diana são mais parecidos do que se imagina.

Em ambos os casos existe um núcleo duro de violência trágica, um acidente brutal, um crime, uma morte ou um rapto. Seja qual for o desfecho final, não há happy end possível, não há retorno ao equilíbrio inicial, alguém sofreu inesperadamente, e esse sofrimento atinge os próximos.

Sabemos que foi isto que aconteceu, esta é a coisa a sério, a real thing. Tudo o resto anda à volta mas não é da mesma natureza. E é o "resto" a história que vivemos, que nos interessa, que nos move, e para além deste ponto inicial, os factos pouco interessam, tudo é do domínio da ficção e, por cruel que seja dizê-lo, tudo é um enorme teatro, a gigantesca encenação do Pathos, rei e senhor do espaço público nas nossas sociedades de massas.

O que nós estamos a ver é um filme (e a seu tempo haverá um filme), um espectáculo, em que personagens "não procuram o autor" como no teatro moderno (que exactamente por essa perplexidade nunca será popular), mas onde cada personagem é um ícone, transporta consigo uma face trágica, que "fala" com a cidade, e a que esta responde com um coro. Sim, é puro teatro grego clássico, por cruel que seja dizê-lo assim insisto, aquele que Sólon queria proibir porque institucionalizaria a confusão entre a verdade e a mentira.

Nem podia deixar de ser doutra maneira, tão imersos estamos num mundo dominado pelo Pathos, e sem Ethos, nem Logos. Sentamo-nos em casa diante da televisão (o veículo dominante nos dias de hoje do espectáculo permanente, mas que não é o único, e está prestes a entregar a sua dominação a mais poderosos meios interactivos de que o Second Life é apenas um grosseiro precursor) e diante dos nossos olhos passa a tragédia da "pequena Maddie", que na realidade é a tragédia da Mãe McCann, o centro de tudo.

Como nas grandes personagens femininas do teatro clássico, a tragédia desenrola-se entre o destino e a hubris, entre a dadora da vida e a sua possível roubadora, num duplo acto decisivo de princípio e fim, que mexe com os fundamentos de tudo o que consideramos adquirido e que nos foi intensamente transmitido no primeiro acto do espectáculo.

É verdade que a aceitar-se a tese de uma morte acidental pela mais trivial das razões (e como já afirmei os factos verdadeiramente não interessam), a de os pais quererem jantar sossegados com os amigos, dando um sedativo à filha para não terem que a aturar "histérica", perturbadora dos actos dos adultos - uma versão mais sofisticada de algo que nos campos se fazia com aguardente - seria apenas um retrato da vida irresponsável e fácil dos burgueses de hoje, de uma cultura de satisfação individual e egoísta. Se tudo tivesse ficado por aí, a morte acidental da criança por negligência dos pais, estaríamos de facto numa história dos nossos dias de egoísmo suburbano, de um jovem casal que quer ter filhos e viver a sua vida em férias para se divertir, "descansando das crianças" que não sabem onde pôr.

Nada que não atravesse o Allgarve de uma ponta à outra, só que esta teria corrido mal, de uma forma mais gravosa para os pais do que se a criança tivesse vindo para a rua e fosse atropelada. A sua negligência é química, menos socialmente aceitável do que se tivessem deixado uma janela aberta ou os fósforos em cima da mesa. Mas seria só isso.

De novo insisto, pouco nos preocupamos com o destino da "pequena Maddie", mas já nos colamos ao ecrã se este egoísmo inicial desleixado tivesse levado a um outro egoísmo essencial, o de querer ocultar a negligência com uma história inventada de rapto para que esta overdose de sedativos "não nos estrague a vida toda".

Aqui sim irrompe o Mal puro e as personagens tornam-se trágicas, é o teatro absoluto. Porque, a ser verdadeira a acusação então nós sabemos por intuição, e ninguém precisa de falar disso, que aquela mãe e aquele pai transportaram o cadáver da filha e enterraram-no, ou deitaram-no ao mar, ou fizeram-no desaparecer de forma ainda mais terrível, e depois simularam durante meses uma dor que não tinham (?), numa encenação de que foram magníficos actores sem uma falha.

Convenceram-nos a todos e à Cúria Romana que lhes permitiu ver o Papa. Se isto não é o Mal entre nós, o que é que é o Mal? Um raptor profissional para uma rede de pedofilia, actuando por dinheiro, é um menino de coro face a este Mal, que tem a face do Engano, que mistura os sentimentos, que tem todas as características de incompreensibilidade, surpresa, devastação, crueldade pura, para termos medo, muito medo. É o exorcismo desse medo que procuramos na tragédia, no teatro, tocando-o ao de leve e fugindo dele, como se fosse um acto sacrificial.

Vejam-se as personagens femininas, porque esta é uma tragédia só possível com personagens centrais femininas, a começar pela equivalente a Medeia, Electra, Clitemnestra, Lady Macbeth, a Mãe, Kate McCann no seu perfil de solitária, deprimida, psicótica, com a sua face dura e esculpida, sem variações, em silêncio, como uma rocha, possuída de qualquer sentimento essencial que pensávamos até ontem ser a dor da perda da filha e hoje suspeitamos ser a mais terrível das faces.

Ao passar, agarrada a um boneco de Maddie, infantilizando-se nessa imagem, como se fosse ela própria a filha perdida, dá ainda mais intensidade a um mundo em que não sabemos como penetrar, e que se esconde por detrás de uma cara, outra cara e outra e outra. No meio desse labirinto de máscaras, está uma capaz de tudo. E a cara capaz de tudo lida com a Morte de forma pouco natural, com frieza, juntando as mãos às da ceifeira.

O resto das personagens quase desaparecem, o Pai McCann é que dá voz à Mãe, mas se a terrível hipótese se confirmar ainda mais se apagará como personagem. O Allgarve é não só o cenário, como é dele que vem o coro, primeiro silencioso e compungido, depois vociferante, insultando a Mãe, e trazendo ao de cima todas as complexidades e conflitos que permaneciam latentes.

De repente, emerge o próprio tecido social, as tensões entre a comunidade inglesa (e as suas suspeições antiportuguesas, sobre a polícia e sua competência) e a hostilidade perante aquela mulher loura, vinda de um mundo louro e rico que paga o turismo algarvio, mas que é e será sempre de fora. Algumas fotografias em que se vê Kate McCann com um fundo de portugueses dizem tudo, a diferença na delicadeza das faces e no trato do corpo, e a rudeza popular, uma boçalidade camponesa nos polícias e nos "populares". Mesmo, se olharmos assim, nem a "pequena Maddie" escapa a um sinal do Mal, a uma marca demoníaca, o seu sinal de nascença num olho riscado, uma coisa para que há trezentos anos se olharia com muita atenção e nenhuma inocência.

E se nada disto for verdade, a acusação se revelar ser falsa, os McCann inocentes e duplamente vítimas? E se a história estiver mais perto da "honra perdida de Katarina Blum", da vitimização conspirativa de uma polícia que não consegue descobrir os raptores, associada ao festim mediático, que mais do que mães dolorosas deseja mães criminosas com todo o dolo do mundo? Pode ser, mas para o espectáculo pouco importa. A não ser que apareça Maddie com os seus raptores, numa história suja mas limpa de ambiguidades, a suspeita pairará sempre sobre os McCann, porque esta é a natureza deste tipo de espectáculo, onde ninguém sai ileso e não há reparação possível. Nem nós, que perdemos discernimento, distância, razão, equilíbrio, num mundo dominado pelo Pathos.

(No Público de 15 de Setembro de 2007) - retirado do blog Abrupto de José Pacheco Pereira

Publicado por: Minderico às setembro 17, 2007 05:16 PM

..."Para comemorar o varrimento masculino – a todos despedira – juntou amigos do peito"...
Queria deparar-se com ela própria sem bengalas emocionais, dizia. Experimentar a condição de mulher somente emoldurada pela família primordial, os amigos e o trabalho. Ser livre para de tudo fruir sem prestar contas. Despedir-se das inevitáveis cedências aos parceiros –"
BRAVO Carminho? Brilhante?
Fica-me a dúvida, deste ,maravilhoso relato da Teresa, se esta "jovem senhora" terá sido assim tão INFELIZ como a repulsa para com os parceiros e o desejo de não prestar contas, indicia ao ponto de "a família primordial se resumir aos amigos e ao trabalho"
São estes os valores que anunciamos, está bonito está...
Apesar de tudo parace ter tido sorte porque os "papás" certamente que nunca se queixaram das "cedências" que tiveram que fazer e até asseguraram um veleiro para a "minina" receber os "amigos".(Os pais nunca se queixam)
Há qualquer coisa que não está certo neste filme.... os valores que se vão perdendo, o egoismo que nos domina, a exibição e ostentação que nos domina... Salva-se o gesto de se dedicar às causas humanitárias... Mas teremos que a avisar que aí também terá que haver "cedências e prestar contas", e muitas, porque as culturas têm que ser respeitadas e a nossa intervenção tem que ser, verdadeiramente desinteressada.
Abaixo os neo-colonialismos!
A Teresa depois nos contará...
Já agora, a foto, pelo que retenho dos meus "puzles", é da Teresa C -Tati- que, pressinto, adorar este tipo de manifestações sociais!!! Adivinhei?
Contudo parabéns pela crónica
um

Publicado por: um às setembro 17, 2007 06:04 PM

Minderico - Gosto que tenha gostado. Boa semana para si e, agradeço, a sua intervenção ali em baixo.

J. - "foi bonita a festa pá..." E foi. E o tudo que a noitre trouxe e ficou por contar. Outro para si.

Pirata Vermelho - Que magnífica sugestão!... Colunas de Hércules? Pareceu-me muito bem.

Justo - Sábia a sua descrição. Bem escrita, como é seu hábito. Um esteta, pelo que vejo.

Nilson Barcelli - Especular, desvalorizando o outro, não é caminho que eu siga. Cada um vale por si, feio ou bonito, rico ou pobre, partilhando ou não a felicidade ou rupturas de vida ou opções decisivas. A coragem na Pessoa suscita-me admiração. E se falho anda este mundo de gente assim.

K. - Se foi! Por tudo - dito e omitido. ;)

Um - Não afirmei a Carminho como abrigando repulsa pelos homens. Amou, foi amada e quis ir além do amor comum. Amar a humanidade é elevar o sentimento. E não confundamos valores com realidades que nos rodeiam. Ter acesso a privilégios não deslustra o possuidor. O uso que deles faz, sim!, conta da pessoa quem no íntimo é. E sim, sou eu numa fase blue exterior, de intensa luz interior.

Publicado por: Teresa C. às setembro 17, 2007 06:45 PM


Miserere nobis!

Publicado por: -pirata-vermelho- às setembro 17, 2007 07:26 PM

Teresa? Qual pintura venceu ?

Publicado por: Justo às setembro 17, 2007 07:34 PM

Spíritus Sancte, Deus,
miserére nobis.
Sancta María, ora pro nobis.
Sancta Dei Génitrix
Sancta Virgo vírginum,
Mater Christi,
Mater divínæ grátiæ,
Mater puríssima,
Mater castíssima,
Mater invioláta,
Mater intemeráta,
Mater amábilis,
Mater admirábilis,
Mater boni consílii,
Mater Creatóris,
Mater Salvatóris,
Virgo prudentíssima,
Virgo veneránda,
Virgo prædicánda,
Virgo potens,
Virgo clemens,
Virgo fidélis,
Spéculum justítiæ,
Sedes sapiéntiæ,
Causa nostræ lætítiæ,
Vas spirituále,
Vas honorábile,
Vas insígne devotiónis,
Rosa mýstica,
Turris Davídica,
Turris ebúrnea,
Domus áurea,
Fœderis arca,
Jánua cæli,
Stella matutína,
Salus infirmórum,
Refúgium peccatórum,
Consolátrix afflictórum,
Auxílium Christianórum,
Regína Angelórum,
Regína Patriarchárum,
Regína Prophetárum,
Regína Apostolórum,
Regína Mártirum,
Regína Confessórum,
Regína Vírginum,
Regína Sanctórum ómnium,
Regína Sine labe origináli concépta,
Regína in cælum assúmpta,
Regína sacratíssimi Rosárii,
Regína pacis,
Agnus Dei, qui tollis peccáta mundi,
parce nobis, Dómini.
Agnus Dei, qui tollis peccáta mundi,
exáudi nos, Dómini.
Agnus Dei, qui tollis peccáta mundi,
miserére nobis.
Ora pro nobis, sancta Dei Génitrix.

Publicado por: -pirata-vermelho- às setembro 17, 2007 07:45 PM

Et
Sacris Solemniis
Juncta sint gaudia
Et ex præcordiis sonent præconia
Recedant vetera nova sint omnia
Corda voces et opera

Publicado por: -pirata-vermelho- às setembro 17, 2007 08:07 PM

Pirata-Vermelho - Lol Esteve muito bem e a propósito. Ai o que sofri em menina ao ter de aturar rituais em que estas ladainhas eram semi-cantadas.

Ela - Minha querida, há pouco perdi-me e omiti o teu comentário. Querias, não é?, mas desta vez a sortuda fui eu. Por estas e outras faço minhas as palavras de um amigo: "a vida destes «pobrezinhos» é um mistério!"

Publicado por: Teresa C. às setembro 17, 2007 09:37 PM

Felizmente que, nestas coisas, não há propaganda eleitoral... Prefiro a opinião sábia do seu júri e a comoção que terá sentido, se ela tiver sido equivalente à minha ao escrevê-lo.
Espero que aceite dar-me o peémio que lhe solicitar!

Publicado por: j às setembro 17, 2007 10:06 PM

Teresa
Disse: "A coragem na Pessoa suscita-me admiração".
A mim também. A da missão humanitária, por exemplo.
Que não a da festa no barco por um motivo que acho fútil. Mas é apenas a minha opinião, à qual, penso, ter direito...
No que especulei, também afirmei "Mas posso estar enganado...".

Publicado por: Nilson Barcelli às setembro 17, 2007 10:56 PM

Ai o dourado genoux de Claire, pressionando a mesinha... Será que o kit de sobrevivência que ofereceu à sua amiga, uma vez que é de sobrevivência, passa perfeitamente despercebido na valise que repousa sobre a mesa? E aquele azulejo da saia... enfim, é melhor parar a olaria ;)

Publicado por: fallorca às setembro 17, 2007 11:46 PM

Não lhe parece estranha a dominante fixação fetichista numa volátil sugestão de trivialidade, sem origem concreta e que mimetiza um acesso que não concretizável pelo meio assim feito disponível?

Estou 'com'o outro' - " a utopia do séc XXI seria então a naturalidade das coisas "


Publicado por: -pirata-vermelho- às setembro 17, 2007 11:57 PM

Alguém pode me esclarecer qual das pinturas foi a vencedora?
Merci !

Publicado por: Justo às setembro 18, 2007 12:47 AM

que me perdoe, senhora que eu nem percebo bem os termos e os preceitos deste andar a gente de paquete (ou foi de cacilheiro?) para dizer ao mundo( aos amigos do peito, pronto) que se lhe passou uma nuvem ligeira (negra, seja!) pela fronte e vai daí despediu-se, diria eu: tão novita e fanou-se (fartou-se, foi?!)Quarenta e sete primaveras, a adivinhar pela nitidez da foto, grande plano e tudo, mal empregues a esgravatar numa qualquer ONG!!
não se faz que o mundo andaria, mesmo sem essas pernas
me perdoe senhora que eu nem sei se entendi os termos, mas deu-me uma pena...

...............................................
reconhecida agradeço o apreço pelo que escrevi
e qual o desenho que ganhou na eleição?
escuto

Publicado por: mcorreia às setembro 18, 2007 01:36 AM

Aff! Como dizemos: Vai dar meia noite mas as dezoito horas não chega. Definir a pintura vencedora é mais difícil do que eu imaginava pelo visto.
Aproveito para congratular aos vencedores do concurso. Parabéns.

Publicado por: Justo às setembro 18, 2007 02:09 AM

Pumba, Katraponga! Parabens.

(Parabens mcorreia, tem graça no protestar)

Publicado por: -pirata-vermelho- às setembro 18, 2007 12:31 PM

este pirata não tem blog! bem podia avisar! ah! sou nova na casa ou já saberia. Pois que registoe disso me desculpo. tenha, mais a da casa, um bom dia!

Publicado por: mcorreia às setembro 18, 2007 12:53 PM

Teresa, no seu comentário ao UM, lá para cima, disse tudo aquilo que eu quereria ter dito, a começar na elevação do amor pelos homens ao amor pela humanidade e a acabar em que cada um vale o que é e não o que tem. Quanto a alguns comentários, chamo-lhes "A arte de bem criticar o incriticável". Ninguém tem culpa de herdar, ou de não herdar. Assim sendo, resta-me apenas elogiar a beleza da seda natural do seu vestido, a que chamaram azulejo (sacrilégio!), que me parece ter passado injustamente despercebida...

Publicado por: Madalena às setembro 18, 2007 05:42 PM

Pô ! Se aquilo for "azulejo" que ser um bidê !

Publicado por: Justo às setembro 18, 2007 07:03 PM

Correção:
Pô ! Se aquilo for "azulejo" quero ser um bidê ! (deve ser estafa!)

Publicado por: Justo às setembro 18, 2007 07:05 PM

Justo, amigo, "aquilo" como você lhe chama e que cobre o joelhinho da que já anda malta a tentar saber quem é, na minha modesta (aldra!) opinião é um cantinho de um azulejo, ao fim e ao cabo com o vértice apontadinho como deve ser eheheh

Publicado por: fallorca às setembro 18, 2007 08:08 PM

J. - Será muito o gosto de lhe entregar um prémio pelo talento, sensatez e valores que por aqui tenho apreciado. Escolha, então.

Nilson Barcelli - creia que adoro uma discordância que me obrigue a ir mais além. Já algumas vezes teve esse mérito. Espero mais. :)

Mcorreia - Mas a menina é uma finalista e tanto. Como a minha, quase aposto, por ter leitoras assim. Ao publicar o seu conto, verá as reacções! Quanto à Carminho? Ora, o bem dos outros e a elevação do próprio não são gratificação maior do que possuir corpo escorreito e vida fácil? Tenha a fineza de voltar mais vezes aos comentários. São um deleite! Quanto à pintura vencedora , respondi hoje.

Pirata-Vermelho - O seu humor é um "must"! :)

Madalena - Foi bom saber-me entendida no comentário e nada como outra mulher para entender a diferença entre um azulejo e um pano bom.

Fallorca - a "valise" é minha e o "genou" não é da belíssima Claire mas de "moi". E só um homem para chamar azulejo ao meu trapo. «Franchement»!!!

Publicado por: Teresa C. às setembro 18, 2007 08:43 PM

Então acertei em tudo. Sim, porque nunca escrevi a palavra "trapo", e nada como um homem (ah, leão!) para o arrojo de considerar o padrão da saia/vestido como a boa, bonita, elegante (mais?) azulejaria nacional... até o barro preto, o de Molelos ;) fiufiufiu

Publicado por: fallorca às setembro 19, 2007 12:04 AM

Dado que já outros se entretiveram a decifrar os segredos das suas heterónimas, a mim basta-me um simples beijito de cada uma delas, como prémio.
É que eu ia pedir-lhe, exactamente, que me permitisse afugentar esse "pesadelo". Assim sendo, resta-me agradecer as noites perdidas aos que, tão afanosamente, meteram mãos à obra e a si, querida Amiga, reiterar o pedido...
Um beijo.

Publicado por: j às setembro 19, 2007 02:20 PM

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Recordar-me?