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setembro 07, 2007

VERY HUSH-HUSH

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Autor que não foi possível identificar

“Off the record and very hush-hush”, é inquietação de algumas mulheres o deslize(?) para o sexo no alvor de veemente fascínio. Em discurso brejeiro: cama à primeira, sim, ou não? Excluo os apetites de ocasião que aos aventureiros, eles e elas, deslumbram como ao João Garcia os Himalaias e o K2. Face a um homem desejável e envolvente, o que realmente as perla de finas gotículas de suor é uma mistura de anseio pela mistura dos corpos e a tresmalhada dúvida: “se me «concedo» vai julgar-me fácil e adeus a algo mais”.

Comumente, eles exaltam o mistério que à mulher compete e os encanta e incentiva e envolve e faz crescer a adrenalina do novo ao limite do suportável. O primordial apelo da caça. A exaltação dos sentidos que aos humanos é preciso seja na arte ou nos jogos guerreiros do amor. A obediência à tradição – preconceito? – do recato feminino que ao homem compete desbravar. O inolvidável êxtase orgástico que esperam alcançar. Suprimido o alongar da conquista e do conhecimento interior, não fica hipotecado o crescer da atracção?

Rejeito regras artificiosas. Dos seres prefiro a espontaneidade em cascatas de verdade. Prezo o senso e o pudor do espírito do qual decorre o do corpo. Negando estratégias nas relações humanas e ansiedades ociosas, acautelo a inocência e a lucidez. Por que a vida me trata bem - ou assim a vejo, o que vai dar ao mesmo -, confio. É o bem maior.

Notas:

- ao lado, Occhi di Fatta - o olhar amável perante o mundo - e a inesquecível voz de Pavarotti.

- ontem, foi alterado o endereço para envio dos textos integrados no "Veneno com Açúcar" (concursotati@hotmail.com).

Publicado por Teresa C. às setembro 7, 2007 09:41 AM

Comentários

Apetecia-me acompanhá-la num pequeno comentário brejeiro. Porém, ao ouvir "A Voz", que oportuna e amavelmente ali colocou, mudei de ideias.
Toda a morte é algo de incompreensível para quem nasceu para viver e não para morrer. Com ela jogamos, em cada dia, um pérfido jogo que sempre perderemos mas que nos deixa a ténue esperança de a podermos enganar. Mas há mortes que nos confundem definitivamente e nos fazem pensar que Alguém não quer que convivamos com a perfeição.
"A Voz" foi sempre para mim o grande Pavarotti. Fiquei muito mais pobre com a sua morte.
E agora, vamos ao “Off the record and very hush-hush”...
Amor, sexo. Sexo, Amor. Tanto faz. Hipocrisia é que nunca. Não somos só corpo; também somos espírito. Sexo sem Amor de pouco serve. Amor sem sexo era se fôssemos anjos...
Um beijo, Tati.

Publicado por: j às setembro 7, 2007 11:11 AM

Também não gosto de regras suscitadas por estratégias relacionais. Compreendo até certo ponto isso de se evitar o sexo no primeiro encontro pelo medo de se ser considerada fácil. Mas chamo a atenção para não haver, analogamente, esse conceito excêntrico e impensável de "homem fácil". Provavelmente é porque já se está à espera que todos os homens sejam fáceis. Ou que perante a oportunidade de ter sexo nenhum homem diga que não. Há ainda o que me parece a visão do sexo como um prémio; a mulher guarda-se, e, na altura certa, dá de presente ao homem essa prenda; pronto, ele já merece, vou dar-lhe. É curioso que no português do Brasil o verbo dar é mesmo usado nesse sentido. "Ela deu para ele", "eu decidi dar para ele nessa noite", "ela deu para mim logo no primeiro encontro". A mulher dá, oferece-se, e o homem recebe. O sexo é mais que isso. É uma forma de expressão do desejo, uma partilha de prazer, um espaço comum de intimidade. E não há regras. O sexo pode começar na primeira hora ou no terceiro ano, só depois do casamento ou desde cedo. Com poucos ou muitos parceiros. A vida é tão generosa e sábia que fez com que uma das suas melhores invenções tivesse como condição ser praticada com outra pessoa. Forma tão boa de não se estar só.

Publicado por: troblogdita às setembro 7, 2007 11:57 AM

Três apoiados (clap, clap, clap) ... à Teresa C., ao Troglodita e ao J.

Publicado por: Minderico às setembro 7, 2007 12:31 PM

Super corajosa sabida e grandiosa declaração d'amor adulto e refinado - compro!
Se estivessemos na Idade Média, roubava-a...

Publicado por: -pirata-vermelho- às setembro 7, 2007 08:48 PM

J – Foi-se a “Voz” e é retomada a questão da precariedade do “andar terreno”. O invólucro corpóreo perecível como os verdes estivais, acabando, também ele, rente ao solo e condenado à pulverização em milhões de partículas que outros seres, vivos ou inanimados constituirão. Lavoisier majestático numa frase curta e pequena que todos conhecemos e, ao alinhar as prioridades dos dias, tantas vezes esquecemos.

Sexo com amor, sexo “per si”. Uma distância abissal nas motivações e expectativas. O importante é a coerência e lealdade. Outro, J.

Troblogdita – “dar a outrem” quando é suposto o(s) corpo(s) ser(em) partilhado(s). Ao escrever o texto não me ocorreu esta nuance da linguagem tão significativa da herdada subjugação cultural e social. Sem normas e com a insubmissão que, mutuamente, o casal instituir. E sim, importa “estar com” em liberdade, com alegria e consciência da maravilha de haver mais que o próprio umbigo. Oportuno dar e receber que a generosidade exalta.

Como gosto de ver o Troblogdita por aqui...

Minderico – É bom sentir a harmonia de “pensares”.

Pirata Vermelho – sempre achei que, à parte as pestes, os toucados, as saias rabejonas, as armaduras e as guerras de espeta-ferro, a Idade Média foi um tempo que espreitar seria um gosto. ;)

Publicado por: Teresa C. às setembro 8, 2007 06:59 PM

Teresa

Consigo pensar às vezes ... e acredite que o meu "pensar" tem evoluido desde que descobri o seu blog.

Não apenas com os seus "escritos", mas também com os dos seus visitantes.

Por aqui circula inteligência, ou melhor e mais que isso, lufadas de ar freco que nos "obrigam" a tentar, pelo menos, sermos racionais,inteligetes e sensatos no "pensar".

Gosto muito da vossa companhia, fellows :-)

Minderico (às vezes um pouco "homem do norte"

Publicado por: Minderico às setembro 8, 2007 10:44 PM

Menderico - Sabe, gosto muito de si. Da sua frontalidade, do homem amante da família que, pressinto ser, da sua presença fraterna e pensante. Obrigada por vir aqui e se ter deixado conhecer um pouquinho.

Publicado por: Teresa C. às setembro 10, 2007 05:58 PM

"Dos seres prefiro a espontaneidade em cascatas de verdade."

Estamos de acordo. Mas como tão bem descreveste no teu texto; o homem é um bicho que gosta da caça, do ir atrás do objecto do seu desejo e, se esta estiver mesmo interessada nele e se entregar de olhos fechados pode correr o risco de o desmotivar. É um risco. Mas a vida sem riscos não teria piada. Cabe a cada um escolher como a quer viver. De forma passiva ou activa.

Saudações alienígenas


Saudações alienígenas

Publicado por: Alien às setembro 15, 2007 05:55 PM

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