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outubro 16, 2007

MULHERES - COM NAILS OU SEM

AsPernasDaManuela.JPG
Aurelie Corre

As mulheres de hoje dividem-se em duas categorias fundamentais: as que têm nails e as que se limitam às unhas nas mãos. As nails impecáveis, longas, duras como penedo, envernizadas por igual, luzindo a perfeição. As unhas ratadas, incertas, prontas a lascar - como se tivessem proveito para carpaccio inovador – e a quebrar se a dona as quer inteiras para complementar o glamour. Que ela inventa, porque é diversificado o gosto pelo pouco poético órgão córneo das mãos. Se alguns (anormais?) têm fascínio por unhas roídas!...

Mulheres com nails deveriam constituir case study. Prescindem de manusear objectos de modo inconsciente. Vasculhar o fundo da mala em busca das chaves ou da caneta é arriscado por chegarem primeiro as nails e depois o dedo. Apanhar bem caído ao chão só de cócoras e com tempo para organizar as pinças. Carregar o telemóvel obriga a conhecer leis da Mecânica - os dedos, como alavanca inter-resistente, levantam a tampa onde o “pinchavelho” encaixa. Ao vestirem uma manga encaracolam as mãos. Uma carícia obriga a calcular distâncias entre a pele-alvo e a polpas dos dedos. A Matemática sempre a bombar. Tarefas domésticas, sim, mas pausadamente. Detergentes são maldição – vai a cola, o verniz e o gel. Imprescindível: saber de Química. Mulheres com nails - cruzamento científico entre Newton, Mendeleiev e Pitágoras. Uns portentos!

As pueris ou mal-amanhadas, como eu, apreciam a impetuosidade dos gestos e suportam a precariedade das unhas. Cortam, limam, põem creme, pintam os tocos de sobra e dão-se por felizes se elas adiantam dois milímetros às pontas dos dedos. Mas experimentei nails, que não sou menos do que as outras e nas disciplinas científicas tenho competências. Há pouco menos de dois meses, um evento pedia esmero máximo. Após um ror de tempo na manicura, saí aviada com elas. Esplêndidas. Durante dois dias mirei para cima de cem vezes os apêndices. Ao terceiro dia, ronronas tu, ronrono eu, vem p’ra aqui, vai p’ro lado, e zás!, uma deu de si. Quebrou numa diagonal inverosímil - meia à mostra a modesta verdade. Tardou o regresso da risada para o começado que a nail interrompera.


CAFÉ DA MANHÃ

- Dois milhões de portugueses vivem com menos de 360 euros. Se esta quantia não fosse garantida pelo Estado, o número subiria a quatro milhões. Pouco aquém da metade do nosso povo. Fica claro o mau-gosto do texto acima.

- Para a fracção mínima de gente que de uma unha partida faz drama, encontrei receita que alivie a mágoa e deixe disponível para os dramas sérios que ao lado acontecem.

“Conserte unha com papel”

“Você esperou quase três meses para as suas unhas crescerem, mas no primeiro descuido... ték, quebrou, lascou, detonou! Parece conspiração, quando as unhas estão grandes e bonitas, sempre tem uma engraçadinha que resolve acabar com a festa. A solução é cortar? Calma, nem tudo esta perdido. Colar com papel. Parece estranho? Que nada! Você só vai precisar de uma cola própria para unhas (do tipo que cola unha postiça) e de um lenço de papel. Daí é só cortar um pedaço bem pequeno do lenço de papel e colar sobre a fissura da unha com a cola especial. O papel fica praticamente imperceptível porque adere com facilidade. Depois é só pintar as unhas normalmente e fingir que nada aconteceu. E se molhar? Sem problemas, a cola protege o papel. Você terá que trocar o papelzinho a cada dez dias, aproximadamente, até a unha crescer.” Um achado de engenharia, digo.

Publicado por Teresa C. às outubro 16, 2007 10:16 AM

Comentários

A mim sempre me fez muita confusão ter unhas compridas por uma única razão: é que não é possível ter uma higiene tão cuidada como quando elas estão mais curtas.
Claro que isto não constituiria problema se eu fosse uma dondoca desocupada, mas infelizmente, eu sou daquelas que tem de meter a mão na massa.
Mas mesmo assim, quando é preciso glamour, também se arranja! :-)
Parabéns pelo blog, sou leitora (tão) assídua (quanto possível...).

Publicado por: Citadina às outubro 16, 2007 10:58 AM

Hum... pela imagem, cheira-me a nail by snail

Publicado por: fallorca às outubro 16, 2007 11:44 AM

Eu acho que havia de haver cursos de formação para se saber "usar" as mãos quando as unhas ultrapassam o tamanho "institucional". Afinal não é para todas conseguir-se viver com a unhaca a ultrapassar em centímetros o fim do dedo. Não é tarefa fácil e requer aprendizagem cuidada para que não se façam más figuras em público!

Publicado por: Ela às outubro 16, 2007 12:35 PM

"Não é tarefa fácil e requer aprendizagem cuidada para que não se façam más figuras em público!"

ELA dixit ...

E em privado, nomeadamente entre lençóis ... cuidado com os arranhões :-)

Publicado por: minderico às outubro 16, 2007 01:21 PM

O texto acima tem graça. É divertido! Goza c'as gajas para quem ler ou tocar um instrumento é coisa do planeta Saturno; faz lembrar as loiras da casa de banho dos malucos do riso uma encenação de referência, parecendo menor... mas! que even... e-ven-to [foi o que disse, não foi?]
mas que acontecimento justificaria que uma pessoa 'sóbria' fosse ademanar-se com escamas de plástico?

Publicado por: -pirata-vermelho- às outubro 16, 2007 02:19 PM

O qu'entenderá uma mulher citadina por 'meter as mãos na massa'?
E
que massa...!?

Publicado por: -pirata-vermelho- às outubro 16, 2007 02:42 PM

O qu'entenderá ela por fazer más figuras em público?
E
que público...!?

Publicado por: -pirata-vermelho- às outubro 16, 2007 02:44 PM

De louvar a audácia com que as mulheres com nails conseguem manusear o mais pequeno objecto. A todas elas: os meus mais sinceros parabéns!

Publicado por: sbaiao às outubro 16, 2007 03:42 PM

scratch, scratch ...

Publicado por: Minderico às outubro 16, 2007 08:50 PM

sbaio - também estou nessa: os meus sinceros (e curiosos) parabéns!

Publicado por: fallorca às outubro 16, 2007 09:18 PM

Citadina - lá nos vamos arranjando e deixando para as mais hábeis o encanto. Grata pelo seu apreço.

Fallorca - bem visto! ;) (esteve bem, muito bem!)

Ela - e, sabemos ambas, minha querida, que paciência para tais aprendizagens já esgotámos há muito.

Minderico - nem precisa de ser entre-lençóis, meu querido. É que basta um descuido e zás!, lá fica a vítima esgaçada!

Pirata-Vermelho - a graça está em perder a sobriedade e deixarmo-nos ir na onde de vez em quando. Quanto ao «evento», tem razão, poderia ter substituído com vantagem por «vento». Tout court.

Sbaio - não só louvo como me subjuga a habilidade de quem o consegue. Not me!

Minderico - Lol ;)

Publicado por: Teresa C. às outubro 17, 2007 02:17 PM

(malabarista, esta artista!)

Se bom vento, bom andamento.
(ou
a nossa vocação atlântica...)

Publicado por: -pirata-vermelho- às outubro 17, 2007 04:07 PM

Eu uso nails com um fim profilático: impedir-me de roer as verdadeiras, vício de miúda. Mas como as detesto compridas, uso-as curtas. Devo ser, aliás, a única mulher que usa nails por cima das unhas naturais e quase exactamente da medida destas. As nails, além do óbvio problema que é ficarmos com as unhas grossas demais, o que é pouco estético (melhor, embora, do que uma unha roída), impede que nos cocemos. A sério: ninguém mata a comichão com uma unhaca artificial, falta-nos a sensibilidade - ou nos magoamos com o excesso de força ou continuamos comichosas. Eu não gosto, confesso. Ao fim de uma semana já estou a correr para a minha manicure "normal", ai tire-me lá isto, Patrícia, que me pesa nos dedos!... Depois, fico com umas unhas naturais e lindas, pintadas de um rouge borgeois até ao ataque de nervos seguinte. Vida difícil, opções complicadas, enfim. ;) Beijinhos, tati!

Publicado por: Vieira do Mar às outubro 18, 2007 04:42 PM

As minhas unhas são naturais e normalmente estão sempre enormes. Não tenho grande cuidado no dia a dia, faço e mexo em tudo.
De vez em quando lá sai uma arranhadela mas tirando isso andam aqui sempre com uns bons cms!
Como dá para ver nas fotos ;-)
http://photos1.blogger.com/blogger/523/898/1600/Photo0048.0.jpg

http://photos1.blogger.com/blogger/523/898/1600/Photo0045.jpg

Publicado por: São às outubro 22, 2007 04:52 PM

Vieira Do Mar - Só tu minha querida para uso tão pragmático das "nails". Assim se distingue quem usa o que quer por querer, ou por querer o que os outros querem. Mil beijinhos.

São - boa publicidade!

Publicado por: Teresa C. às outubro 22, 2007 07:22 PM

so kero saber uma cena as mulheres de dedos grandes maos grandes o ke significa em termos sexuais sem mais

Publicado por: valais62 às novembro 9, 2008 07:23 PM

Mulher de Unhas Grandes sabem deixar o homem doidão , agora triste das mulheres q roem unhas ou tem unhas parecendo com unhas de homem ...corta o tesão na hora!

Publicado por: Roger às setembro 29, 2009 09:46 PM

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