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novembro 06, 2007

JACTO DIVINO RUMO AO CÉU

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Durrow

Adiada a chuva neste Outono meado de estio, é altura para descobrir quais as cores que pintam a paisagem alentejana. E ver pedras. Ideia a que parece faltar apelo, mas se forem antas, monumentos funerários construídos séculos antes de Cristo, ele arrebenta num sopro.

Aumentar o pecúlio de conhecimentos sobre monumentos megalíticos que, teimosos, resistiram à erosão, à cobiça de alguns pesquisadores e à ignorância dos passantes. Especialistas cartografaram, relocalizaram-nos e estão disponíveis através de dois circuitos arqueológicos criados pelo IPPAR. Os percursos, feitos em jipes, salvaguardam percalços e divergem em dois: o circuito de Barbacena ou o do Guadiana. Mudança relativa de cenário, o Alentejo fundo como elo. Terrenos pobres que alimentam a pastorícia, grandes propriedades de cultura cerealífera, de olivais, hortas e de plantações de girassol, transportam o viajante para idos da vida rural, sob o olhar ora atento, ora indiferente de vacas, cavalos, lebres e perdizes vagueando no caminho.

E quando o entardecer manso cobre o horizonte, há poiso a sugerir prazeres interiores. Uma ceia que retome a tradição alentejana é manjar de deuses. A encharcada ou a sericaia, como pretexto para findar a garrafa de um bom vinho da região, são jacto divino rumo ao céu. Ao resto da noite cabe o derrame dos corpos na corpórea Terra.

Publicado por Teresa C. às novembro 6, 2007 06:37 AM

Comentários

Lentamente, muito lentamente regrassarei ao convívio das suas letras, querida Amiga.
Hoje para dizer como a paisagem e as gentes alentejanas me transportam para aquele nível de sensibilidade que nos parece afastar deste mundo real. Gosto muito do Alentejo. Tanto quanto da bravia paisagem da nossa amada Serra.
E o que representa para mim o Alentejo, a belíssima cidade de Évora sobretudo, é muito mais do que eu poderia explicar por palavras. Porque é o regresso à busca da perfeição que eu julgava perdida. Perfeição das coisas simples, dos sabores sem igual, do renascido Amor.

Publicado por: j às novembro 6, 2007 10:49 AM

E ela a dar-lhe: depois do ensopado de cabrito com míscaros, agora fustiga-nos com encharcada ou seriacaia... grrrr

A vingança vai ser terrível: migas de porco preto rebatidas com pão de rala... fiufiufiu

Publicado por: fallorca às novembro 6, 2007 11:09 AM

E el'a dar-lhe... gourmandises só para norte do pararlelo Leiria-Abrantes.
No Alentejo só há umas beldroegas avulsas e o grande tinto de Barrancos (mais a augardente que também manda muito...)

A propósito de Barrancos...
e quando o ante-IPPAR resolveu mandar colocar ameias no castelo de Barrancos?!
E uma torreta em betão igualzinha igualzinha à que lá teria estado, em pedra, naquele sítio...?
E o Purtugale desta gentinha toda (eu included!)aspirado do mapa ou povoado por africanos vindos do lad'lá do Atlas?
E deus que além de ser mulher é cego?

Quem desenhou 'isto' era vesgo ou 'tava bêbado!

Publicado por: -pirata-vermelho- às novembro 6, 2007 06:12 PM

(Desculp'o alvoroço...)

Publicado por: -pirata-vermelho- às novembro 6, 2007 06:13 PM

A mnina da ilustração d'hoije é parecida consigo ou sou mau fisionomista?


Publicado por: -pirata-vermelho- às novembro 6, 2007 06:15 PM

J - E volte sempre que entender, que do seu regresso sabe o bem que retiro. Regresso suave este sob as cores dos lugares que tanto amamos.

Fallorca - desde que estive «de molho» foi-se o apetite para o comum gastronómico. Mas, mal vejo um acepipe, ai que é a glutona que regressa. Sorte a minha não engordar um grama. Má raça, só pode!

Pirata-Vermelho - desses e outros atentados ao que resta de idos contamos muitos. Chego a pensar que o betão devia estar ao preço do petróleo para amainar o consumo. Já a chegada de raças alheias não me rala, assim a integração seja atenta. Deus uma mulher? Cego? Mas tem sexo? E olhos? À menina da pintura me assemelho na cor do cabelo e no abaixo do pescoço. No rosto não acho - ela tem linhas puras, eu uma miscelânea que não entendo, mas gosto (que remédio!).

Publicado por: Teresa C. às novembro 6, 2007 09:03 PM

Julgo que tod'a gente percebeu que falava do Castelo de Noudar.

(Allumeuse...
e o nariz arrebitado!?)


Publicado por: -pirata-vermelho- às novembro 6, 2007 11:27 PM

Tati!!!! sua pespeneta... (fiufiufiu, óbvio)

Publicado por: fallorca às novembro 7, 2007 12:55 AM

A propósito da gravura e das semelhanças levantadas pelo dignissimo pirata-vermelho, a outra também dizia: são rosas, senhor!

Publicado por: fallorca às novembro 7, 2007 12:57 AM

Pirata-Vermelho - ela não tem, eu tenho. ;)

Fallorca - Pespineta eu??? Olha p'ra mim tão bem comportada! Quanto à das rosas a diferença é substantiva: ela foi rainha e santa, eu apenas um mau caminho.

Publicado por: Teresa C. às novembro 7, 2007 09:03 AM

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