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dezembro 09, 2007

ELITEGÂNCIA JÁ!

Alberto Vargas pic.jpg

Comentou o Adjudicium no texto “Champanhe até Barrigas-de-Cima”:

“pois é, é um começo...

as elites, mesmo sebastiânicas, fazem a sua falta

um preparado germinal disso, devidamente enlatado - bem, hoje seria em gel, em pastilha, em formato MP3 ou assim... - para distribuição geral seria de facto um bom começo

arrepiando (sim, elite não é tratar o cão por você nem atirar a cara em vez de trocar dois beijos) algum pedantismo ocioso e muito diletantismo dispensável mas incluídas instruções para escolha de gravata e condicentes acessórios, claro, mai-lo manuseamento de talheres, quando os há completos, a boa norma de dar primazia às Senhoras e guardar as devidas conveniências como esperar que todos estejam servidos em vez de se começar alarvemente, cumprimentar antes de falar ou, valham-nos as boas maneiras, saber escutar quando outrem usa a palavra

a bem dizer, essa elite ainda existe, só não está é tão à vista por decoro, precaução e algum egoísmo à beira de esgotar o compreensível

à vista, então, temos os que elegemos, há que fazer mea culpa, o aperfeiçoamento começa pela humildade de admitir o erro próprio

é bom lembrar que tem havido alternativas, municiadas de chá, charme e inteligência perfumada a poesia, de que Alegre e Guterres são apenas dois exemplos, preteridos quem sabe se exactamente por saberem dizer duas frases com princípio, meio e fim, correctamente articuladas em factos e raciocínios, gramaticalmente irrepreensíveis e - muito importante - da sua própria cabeça!

preferir sucessivos Durões, Santanas e Cavacos é no que dá, deixa como funda sensação uma espécie de saudade de elites inconfundíveis com citadores enciclopédicos ou professorais, talhados a poder de marketing pré-fabricado, a tender para os políticos de pacotilha com que nos presenteamos no governo, na oposição, nas autarquias

talvez por isso, dizia, o que resta de elites resguarda-se, primeiro para evitar o enxovalho, depois porque tem mais que fazer, por último porque urge precaver a sobrevivência do conceito, já agora em espécie

daí a achar abençoada a proposta de acções de formação, de grande utilidade não tanto para formar damas & cavalheiros em fornadas à la FSE, mas para a generalidade ir lidando com a noção, talvez daqui a uns tempos percebessem a diferença para ainda na nossa geração a aplicarem ao votar, ao namorar, ao comprar

vá, alento!

quem sabe ainda estamos a tempo ?"


CAFÉ DA MANHÃ

Aqui há um universo de beleza para o qual cada um pode contribuir até cinco fotografias por dia. Entrem, mirem e remirem. Serena o olhar.

Publicado por Teresa C. às dezembro 9, 2007 10:17 AM

Comentários

Mas o inverso também é verdadeiro.
Ou seja, já imaginou o Pacheco Pereira a governar?
Ou o Manuel Alegre?
Bom resto de Domingo.

Publicado por: Nilson barcelli às dezembro 9, 2007 06:05 PM

Nilson Barcelli - Quanta justeza na sua observação. Tinha saudades das suas assertivas intervenções.

Publicado por: Teresa C. às dezembro 12, 2007 06:03 PM

um reflernava, outro vozeirava :)
era uma espécie de degovernação.

Publicado por: candida às dezembro 17, 2007 12:43 AM

um reflernava, outro vozeirava :)
era uma espécie de degovernação.

ah. eu não tenho inveja mas tenho uma pen,

Publicado por: candida às dezembro 17, 2007 12:44 AM

Candida: o nick fica-lhe tão bem!

Publicado por: Teresa C. às dezembro 17, 2007 06:12 PM

porquê?

Publicado por: cândida às dezembro 24, 2007 02:17 AM

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