« HOMENAGEM AO BLOGUE DA TATI | Entrada | BOA COMÓ MILHO »
dezembro 05, 2007
LISBOA A TRÊS MÃOS

Heffernan
Deu o mote a Teresa C - “(...) Sem dos Braganças esperar a benção – chega-me a do café na Brasileira e a do bife da Trindade.”
Pirata-Vermelho - “Você só me dá desgostos. Ou não se lembra da TRINDADE ou aguenta 'tudo'. Para poupar tempo e ajudar a sair do circuito turístico (oh santa incepiênsssia...!) não se mexa tanto! Junte o café e o bife no NICOLA. É mais bonito e não foi invadido p'os mninos em princípio de carreira que foram jantar c'a rapariguinha à boémia-que-já-morreu.
(...)
(santa inssepiência, oh senhores...)
O qu'a Trindade tinha de bom foi-se para todo o sempre.... era o ambiente e a gente e! os croquettes ao mei'dia e tal, ainda quentes!”
Volve à cena a Teresa C. – “Sou alface de menos memórias. Mas gosto do café na esplanada da Brasileira à mistura com turistas, nostálgicos da Lisboa de outrora, bando de indianos a rigor, eles tocando tablas e flautas, serpenteando elas o corpo, de todos o canto que sobe no ar como fumo e aroma da assadura de castanhas. E há o encanto do saxofonista cujo swing transporta para baixios de tantos lugares, dos passantes que marginalizam o sistema também pelo excêntrico estar, do mais que sei, é meu e não conto.
À Trindade - de meia em meia década, ou qualquer coisa à volta disso - torno. Parto dali pelas calçadas matreiras até Santa Catarina, o rio ali tão perto, árvores sumptuosas que negam o Outono, a linha do eléctrico, o regresso pelas subidas gastas. E o Jardim das Amoreiras que amortece os passos, coberto que está do ouro das folhas dos plátanos e das tílias, com pedaços do talento da Vieira da Silva testemunhando os desvairados desvarios que o vazio do sítio legitima?
Fallorca - “Trindade sem Herberto, António José Forte e Aldina, Vitor Silva Tavares, Virgílio Martinho, Lia Gama, e sem a esplanada interior onde nos entretínhamos a atirar tremoços aos pombos - e às vezes, às vezes, aos "borrachos" - baba-me de nostalgia. Passei a mirrar na esplanada do Nicola, quando vou a Lisboa, rodeado de "bifas e bifes", mas sem coragem para me desiludir com o bife à Nicola.
Subo até ao Bairro Alto e bato-me com uns grelhados na adega Tagarro, ou os filetes de peixe-galo no "Verde qq. coisa" da calçada do Combro, com a certeza de que o contínuo do "Diário de Lisboa" não me virá chatear para ir reportar uma vernissage, e não a poder concluir na "academia do Manel", esse "velho traidor" que decidiu ir dar à Lux pra Sta. Apolónia.
Vou mazé fumar um charro para não me esquecer do que acabo de escrever quando na 4ª. feira "desautocarrar" em Sete-Rios. Alfarrabistas, acautelem-se!”
Publicado por Teresa C. às dezembro 5, 2007 06:35 AM
Comentários
Não sou um apaixonado por Lisboa mas tenho a certeza se fossem vocês a tomar conta dessa cidade todos os credores pediriam para que as dívidas herdadas fossem saldadas por carinhos, beijos e abraços.
Publicado por: agent às dezembro 5, 2007 01:51 PM
A outra não tem esta cabeça espessa nem estes cortinados gongóricos...
(livra!
y aún dicén que no las hay... hay hay!)
Publicado por: -pirata-vermelho- às dezembro 5, 2007 07:17 PM
Bitte, entschuldigen Sie mich für kein Deutsch sprechen
Publicado por: -pirata-vermelho- às dezembro 5, 2007 07:26 PM
Agent - que nem lhe sobre a menor dúvida! :)
Pirata-Vermelha - não diga mal da senhora em estado contemplativo e feliz possuidora de um magnífico par de pernas... A outra? Qual? Ai que estoura a pouca lucidez que possuo! E não me escreva nesse bárbaro linguajar. Italiano soa melhor, é mais doce e lembra coisas boas.
Publicado por: Teresa C. às dezembro 6, 2007 08:38 PM
Doch...
Ich nachsage
... e mais o roteiro habitual' de Bayreuth, Bach e Mahler e os grandes Göethe, Schiller e os contemporâneos Fischer-Dieskau e Kraus... o Gunther Grass e Berlin e Heidelberg... o Bodensee! http://www.youtube.com/watch?v=O8GzVnloNZY (extra!) mais o Mercedes do meu avô -190SL- e os foguetes do von Braun para ir à lua e voltar a pensar no que inventaram os marados da Bauhaus -uns bárbaros!- de onde havia de sair a Wiener Schule -dizem- uma data de anos depois do Ludwig van -ein taube Barbar!- e do Häendel, o emigrado!
Ah, que já me esquecia... Marx! Rommel! Wilhelm II! Weil! Schlondorf! Fassbinder! Steffi Graf!
Bárbaros!...
Atão não havia de ser Saramago em vez de Grass? Ou Lopes 'o Graça do Partido' em vez de Mendelsohn? E Júlio Dantas-do-Almada em vez de Thomas Mann? Que na Física temos Mnistro, d'obra feita -bárbara!- E pintura? É vê-la... na rua, qual Deutsches Architekturmuseum...?!
Janelas Verdes! Ora essa...
(ria ,ria quando se der conta já cá não está quem a queria)
REQUIEM
Http://www.johannesbrahms.org/JBlist.htm - nº45
(chore!)
BÁRBAROS!
Publicado por: -pirata-vermelho- às dezembro 6, 2007 10:53 PM
.
.
.
http://www.youtube.com/watch?v=Sy4ombfbESg
.
.
.
(bárbaros...)
Publicado por: -pirata-vermelho- às dezembro 6, 2007 11:18 PM
Publicado por: -pirata-vermelho- às dezembro 6, 2007 11:25 PM
Publicado por: -pirata-vermelho- às dezembro 6, 2007 11:27 PM
Publicado por: -pirata-vermelho- às dezembro 6, 2007 11:29 PM