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dezembro 08, 2007

O ENGODO

Chuck Law 3.jpg
Chuck Law

Tiraste a gravata. Antes houvera o íntimo abraço dos amantes que o quotidiano afasta. Sôfrego. Tenso. Distendido, depois. A reunião dos corpos e rostos e olhares reveladores. Fala de luz nas pupilas. Escorregadia a tua. Transparente a minha. Ou parecia. O silêncio dos amores pode ser verdade ou mentira. Correndo a noite, reafirmaríamos a intensidade do enleio que o tempo burilou. E era a verdade de ambos. Mentira também. Dos dois.

Do afecto impertinente de início, vieram montes e vales. Temperámos as subidas, apressámos as descidas. Tudo ao contrário. E aventurámo-nos na invenção de um amor. Tão perfeito foi o cenário, a fotografia, o engodo, a banda sonora e a realização, que com orgulho nos revíamos no produto final. Corpos fundos e trocados. Fala líquida, então. Abraçados, sempre. A mentira verdadeira incendiando o desejo de fazer daquele amor o que não era. Ao afastarmo-nos, houve sinos a rebate assinalando o fim. Que não vinha.

Aconteceu ao tirares a gravata. Senti odor a violetas. Não dela, não de ti, não de mim. Era a invenção do amor que findava. De violetas a coroa funerária. Que não vias. Tivesses lido nos meus olhos, como quem ama sabe ler, e verias impresso o óbito. Estampado na porta do que antes fora a câmara de um desamor.

Nota: este texto foi escrito para a rubrica "Momentos dos Outros", nele publicado há largos meses, correspondendo a gentil convite desta mui querida Escritora.

CAFÉ DA MANHÃ

Aqui - http://82.102.14.131/isa/pnetfotos/index.html - há um universo de beleza para o qual cada um pode contribuir até cinco fotografias por dia. Entrem, mirem e remirem. Serena o olhar.

Publicado por Teresa C. às dezembro 8, 2007 12:38 PM

Comentários

Ainda,
se me permite
e a propósito, não dos bárbaros da cimeira...
mas a propósito 'daqueles' bárbaros
oiça lá isto,
http://www.youtube.com/watch?v=mwaAtVgsl4E
http://www.youtube.com/watch?v=ye7pa-Pg2Ps
com palavras que não devem ser dos KóÇa Mabarriga nem dos Chutos na Carola e com musique que não me parece nem dos Madredeus nem do Entlijemts Du Feijó.
Não sei quem canta e quem faz as teclas e a percussão mas não intréssa, vai dar ao mesmo, n'é?

Vêem-s'ali uns nomes que devem ser duns manos 'daqueles' - Beethoven Schiller Bernstein, Staatskapelle Dresden, Klaus Konig, Schauspielhaus Berlin etc ...
(veja lá se descobre e depois diga-me)

Publicado por: -pirata-vermelho- às dezembro 8, 2007 03:09 PM

Não!

Eu bem dzia qu'aquilo é só macacos
Estes é que são aquela banda qu'eu dzia ali qu'eram uma ganda tanga...
Beethoven, Schiller, Bernstein, Symphonieorchester des Bayerischen Rundfunks, Staatskapelle Dresden, Kirov Orchestra, London Symphony Orchestra, New York Philharmonic, Orchestre de Paris, June Anderson, Sarah Walker, Klaus Konig, Jan-Hendrik Rooteringin Schauspielhaus Berlin
Estes é que é
pinta!
http://www.youtube.com/watch?v=tIsXmOHo7EA

Publicado por: -pirata-vermelho- às dezembro 8, 2007 03:13 PM

(Q'gritaria do carasssas! Q'selvagens...)

Beijos par ti, mana

Publicado por: -pirata-vermelho- às dezembro 8, 2007 03:15 PM

Os (des)amores também são, de certa forma necessários, não sei é se podem ser completamente isentos de malvadez, mas isto é outra história.
Não se sabe como começa, muito menos quando acaba antes de acabar.

O site que recomendas é interessante, fiz galeria para experimentar, a ver vamos ;)

Publicado por: Sandro Franco às dezembro 9, 2007 12:52 AM

A natureza segue seu curso.

Publicado por: Justo às dezembro 9, 2007 01:36 AM

Olá, boa noite

Já não é necessário login e password para entrar em:

http://www.PNETimagens.pt

Obrigado Teresa C.

Bom domingo para todos

Vítor

Publicado por: minderico às dezembro 9, 2007 02:44 AM

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