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dezembro 17, 2007

PUTAS, PROSTÍBULOS E AMENDOINS

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Autor que não foi possível identificar

Frio de rachar a pele. De congelar o nariz. Mãos enfiadas nos bolsos. Tacões batendo o chão na vã tentativa de aquecerem os pés. Cintos largos como saias. Bainhas de onde sobram coxas ao léu. Novas, ou nem por isso, abrigadas nos vãos das portas. Escasseando a clientela, arriscam a beira do passeio. Putas de rua. Freelancers ou com chula de vigia. Bas fond às escâncaras - o discreto vende sexo online, nos anúncios dos jornais ou tem nome em trânsito de boca-em-boca endinheirada. Senhores atrás de mulheres e travestis. Ao volante de automóveis equivalendo, por unidade, a dúzia de anos de salário mínimo. No ar a música do Cazuza – “A burguesia fede”.

É falado tirar da rua as profissionais. Pretexto: condições sanitárias que as sociedades assépticas exigem. Omisso, até ao presente, o vergonhoso esquecimento institucional. Oculto o motivo (ainda) obrigado ao pundonor social – limpar as ruas de detritos humanos. Hoje as prostitutas, amanhã os mendigos, depois os diferentes do padrão físico comum. “Boas intenções” - legalizar prostíbulos, a primeira. Internamento compulsivo? Os corpos do negócio têm cérebro e voz - “pagar renda e coffret para fantasias, cumprir horário estabelecido, passar recibo? Não, obrigada. Antes a rua.” Diversas as pequenas e grandes ambições das veteranas e das miúdas-mulheres que trocaram secundárias ou países pela realidade crua do aluguer do corpo por múltiplos de quarto de hora.

Fosse a escolaridade além do básico e outro o povo, quem do sexo faz vida rejeitaria a inclemência dos elementos e optaria pela oferta online. Porém, salvo para as Belle de Jour, o negócio virtual não satisfaz. O português é avesso a marcações – “livra!, já basta o dentista e o Centro de Saúde.” No trabalho o maioral foi pesporrento? - “Vou dar uma para esquecer.” É hora de ponta e caótico o trânsito? - “Que se lixe! Vou dar uma.” “Perdemos” o desafio? – “Um copo para amainar e dou uma.” E, ou os corpos estão à mão de semear, ou “fosga-se! que são como a polícia – quando precisamos, nunca está por perto.” Passado o impulso consumista, bate ou dá em casa, após ver o fundo ao saco dos amendoins. Mastiga o donut no fim.


CAFÉ DA MANHÃ

Excelente sugestão para as crianças, disponível até dia 21.

FERIASNATAL07.JPG

http://www.jasfarma.pt/noticia.php?id=1103

Publicado por Teresa C. às dezembro 17, 2007 11:19 PM

Comentários

Aqui ponho, à consideração da proprietária e em complemento dos Jogos Florais que estão a decorrer
um
____________________________________

---CONCURSO DE TÍTULOS D'ALTERNAR---
____________________________________


E
apresento-me já
com
'MNINAS, LUPANARES E ALCAGOITAS'

.....................
(no seguimento do que é uso nesta empresa, cada concorrente apresentaria apenas UM título, claro)

Publicado por: -pirata-vermelho- às dezembro 18, 2007 02:46 PM

Este escrito é do carasssas.
É de quem vê largo e de quem sabe...

Parabéns!
Você nunca m'enganou.


.........................
Y como hoy es dia de sugerencias
---> aqui ponho à consideração da proprietária um texto (mañana, por la mañana...) sobre as mninas que com o tal frio do carasssas também andam de mini-saiae decote... não sendo profissionais.
Oder?...
(e lá vinha o barbarismo!)

Publicado por: -pirata-vermelho- às dezembro 18, 2007 04:25 PM

Algo com me sempre interroguei,quem é o mais degradado? a prostituta de rua ou o cliente que a procura?
E definitivamente já não se pode falar apenas de mulheres/raparigas a prostituir-se em condições miseráveis, é generalizado a homens/rapazes.

Publicado por: apenas um gajo e nada mais às dezembro 18, 2007 09:23 PM

Pifrata-Vermelho - Ter a sua aprovação nujm escrito é facto digno de ser comemorado. Pois seja. "As mninas que com o tal frio do carasssas também andam de mini-saiae decote... não sendo profissionais." serão mote para texto. Olá se são, até porque lhes partilho o gosto. Às "mninas", não às profissionais.

Apenas um Gajo e Nada Mais - a prostituição, masculina ou feminina, carece de procura para que exista oferta. Assim sendo, quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha? Nunca o saberemos... :)

Publicado por: Teresa C. às dezembro 19, 2007 11:04 PM

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