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janeiro 07, 2008
DE MINI-SAIA E DECOTE NÃO SENDO PROFISSIONAIS

Ken Martin
Numa tirada do Pirata-Vermelho fui desafiada a escrever “sobre as mninas que com o tal frio do carasssas também andam de mini-saia e decote... não sendo profissionais.” Se há pico que me incomode é deixar sem resposta um desafio. Estando virgem em desistências a picardias gostosas, derramarei a atávica modéstia do meu pensar sobre tema que me formiga.
A mulher queriam casta e modesta. Conformadas à condição de parideiras, a ocasionais desfastios no leito conjugal e à cega obediência às normas instituídas. A hipocrisia colectiva cedo preveniu condimentadas ousadias nas atitudes e no trajar como indícios tresandando a devassidão. Daí à putice física era um passo, ou, menos do que isso, à delicodoce transgressão que as portas dos fundos e os véus e a filha-da-putice-d’alma absolviam. Como agora.
Persistem as matronas d’antanho. O zelo censório, também. Soberbo vale de mamas semi-exposto, à domesticidade conformada merece oblíqua, rancorosa e frustrada condenação por muitas elas e eles. Uns e outros armados armados em impolutos e bem mandados paus sociais.
Vinda dum “frio do carasssas”, enchi a alma de belezas várias, entre elas a esplendorosa visão de mulheres lindas e decotadas com imaculada elegância, mini-saias desdobradas em pernas esbeltas e saltos altos. “Profissionais”? Injusto o rótulo pelo excesso de oferta e preconceito. Antes vi mulheres seguras que da sensualidade retiram prazer. E, bem calçadas - com botas e botins arrojando himalaicas alturas, forrados a pêlo dos pés ao cano -, combinam conforto e graça. Imitei-as, comprando um par de botas-pantufas com tacão sobranceiro. Na rua, não quero outro caminhar. Pesa no meu coração o arrependimento de ter limitado às que uso a compra. Existem alturas em que a parcimónia é pecado sem absolvição.
CAFÉ DA MANHÃ
1 - Anda por aqui alguma alma caridosa que me ensine a colocar etiquetas no rodapé destes meus devaneios?
2 - Aconteceu no país alguma coisa de extraordinário entre o dia 29 de Dezembro e o de hoje? É que nem unzinho noticiário vi ou ouvi. Este bem-aventurado a leste do nacional termina hoje. Um briefing dava-me arranjo e prevenia algumas das minhas usuais leviandades.
Agradeço, antecipadamente, respostas pacientes.
3 - Last, but not least, transcrevo esta mensagem: "Pode ser quixotesco. Ridículo. Mas tamanha foi a minha irritação (e não só de fumador) - que descrevo em http://ma-schamba.blogspot.com/2008/01/fumador.html - que me meti a fazer uma moção (tem a forma padrão de "petição" mas não é uma petição: não pede nada, exige). Se atingir um número razoável (conceito nebuloso) de assinaturas enviá-la-ei a quem manda na legislação e na execução - a Assembleia da República, apesar deles.
A Moção por Salas de Fumo nos Aeroportos encontra-se em http://www.petitiononline.com/SalaFumo/petition.html.
Muito agradeço a quem a assine e/ou divulgue. Fumador ou não fumador.
Nem mais! Para escravatura já basta o que bastava.
Publicado por Teresa C. às janeiro 7, 2008 06:16 AM
Comentários
"com botas e botins arrojando himalaicas alturas, forrados a pêlo dos pés ao cano -, combinam conforto e graça. Imitei-as, comprando um par de botas-pantufas com tacão sobranceiro."
Hã, hã. Quero ver :-)
"Antes vi mulheres seguras que da sensualidade retiram prazer."
Aliar a beleza ao bem-vestir, resultando daí sensualidade e prazer para quem assim é, só pode contribuir para os desfastios do Mundo.
Ai, ai, gente retrógrada não entende isto, ou melhor, entenderá mas INVEJARÁ!
Coitadas delas, as retrógradas. Nem se sensualizam, nem sensualizam.
Bom Ano de 2008 para as mini-saias e decotes ;-)
(Minderico - homem do Ribatejo Norte)
ps: vou assinar a petição para a Moção por Salas de Fumo nos Aeroportos - QUERO SER LIVREEEEEEEEE ....
Publicado por: minerico às janeiro 7, 2008 07:12 AM
Minderico - Subverter é preciso. Normas do bem-pensar, do bem-estar, do bem-ser e do bem-fingir. Venham os decotes mais a liberdade no vestir mais o que sendo ocioso a sociedade reprova. Já não há paciência para cartilhas nem para gentes que delas fazem normas de vida.
Abençoados sejam os Homens e as Mulheres - dos homenzinhos e das mulherzinhas distinguindo-se pela afirmação do ser fora do redil.
Bem-vindo a 2008, querido Amigo. Que se institua a diferença e a tolerância.
Publicado por: Teresa C. às janeiro 7, 2008 10:31 AM
hummm...
"A mulher queriam casta e modesta. "
Quem ?
Publicado por: Justo às janeiro 7, 2008 08:32 PM
Justo - os mandantes sociais. Nenhuma indirecta avinagrada para os homens, juro! :)
Publicado por: Teresa C. às janeiro 7, 2008 08:35 PM
vénia
Publicado por: jpt às janeiro 7, 2008 10:08 PM