« BUSCA: "ANA MALHOA" | Entrada | CRENTE. APOSTÓLICA. ROMANA? »
janeiro 21, 2008
EVENTUAL FRANCHISING TERRORISTA

Carol D. Adams
Não gostei da notícia sobre um eventual atentado em Portugal, perpetrado por dois eventuais paquistaneses, eventualmente disponíveis para escaqueirar um bem luso e os eventuais passantes no lugar. Assim, à primeira, não me ocorre nada que possam ter debaixo de olho, salvo o óbvio mote do anedotário nacional – a Assembleia da República. Chistes, aliás, de mau gosto como prova este que corre de boca-em-boca: "Que bom seria se um deputado tivesse febre aftosa; peste suína; ou gripe das aves. Aí... seríamos obrigados a sacrificar todo o rebanho." Quem assim fala ignora a importância de um rebanho na economia de subsistência de muitas famílias rurais. Mais: desconhecem que são contaminados pela doença viral apenas os animais com cascos fendidos. Que os deputados não têm. Que eu saiba. Quero dizer, cascos. Fendidos é pormenor irrelevante. Podem ser casca-grossa, mas que outros poderia gerar o nosso povo?
É deselegante menosprezar assim o extremo ocidental da Europa. Ainda se o Bin Laden nos tivesse levado em conta... Mas não! Enviar dois eventuais funcionários de um eventual franchising terrorista sito num lugar ignoto, mostra insuportável desdém. Vale-nos a eficaz segurança nacional em alerta. Mesmo quando não está, é como se estivesse. Não reparam nos detalhes, e depois afligem-se com bombas noticiosas como esta! Algum forasteiro numa das nossas cidades consegue dar, à primeira, com a rua que procura? Não, claro que não! A sinalização urbana é má ou inexistente para nos proteger. Terrorista que chegue, vê-se à nora para dar com o alvo e não há mapa que lhe valha. Um sentido único de hoje, é duplo amanhã ou proibido anteontem. Teriam que pedir informações. Só que estamos à coca e na esparrela não caímos. Podem tentar confundir-nos com a infelicidade duma rosa em celofane. Sem resultado. Somos argutos. Tão argutos que para testar se é explosiva a mochila que um suspeito traz às costas, não se nos dá aplicar uma valente palmada em jeito de boas-vindas. Como quem não quer a coisa, claro!...
CAFÉ DA MANHÃ
"Os primeiros quarenta anos de vida dão-nos o texto, os trinta seguintes o comentário"(Shopenhauer)
Publicado por Teresa C. às janeiro 21, 2008 06:23 AM
Comentários
Este é o post mais engraçado que você publicou.
Me fez rir logo cedo em uma segunda feira.
Obrigado!
\\:o)
Publicado por: Justo às janeiro 21, 2008 03:40 PM
arrancaste um sorriso a esta morbidez que me anda consumindo
Publicado por: mcorreia às janeiro 21, 2008 07:20 PM
Justo- foi divertido escrevê-lo. Pensar as trivialidades e as questões maiores de cada dia traduzidas em discurso escrito, a par do meu gosto pela divulgação da pintura, é a razão deste espaço. E quanto prazer ao ler comentários amigos!
MCorreia - Ora ainda bem que esboçou um sorriso. E porque não muitos outros ao longo de cada dia? :)
Publicado por: Teresa C. às janeiro 25, 2008 12:07 PM