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janeiro 26, 2008

GRANDES GESTOS E PEQUENAS COISAS

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Autor que não foi possível identificar

Li existirem dois tipos de pais: os dos grandes gestos e os das pequenas coisas. Os primeiros são protectores sempre que o perigo espreita. Preocupam-se. Adiantam soluções. Os outros somam à generosidade a interpelação dos nossos silêncios E lêem as hesitações mais subtis. Não têm a solução para os nossos problemas, mas vivem-nos connosco. Sem grandes gestos, a família pouco é. Mas são as pequenas coisas que permitem aos pais tornarem-se a cada dia melhores.

Quando não desistimos de procurar ao longo da vida grandes gestos que nos protejam, a família será sempre um «presépio». Podemos ser o marido ou a mulher, mas não prescindimos da condição de Menino Jesus. Se buscamos as pequenas coisas, retocamos a vida toda o mesmo «presépio». O marido ou a mulher que escolhemos são fantasiados como substitutos dos pais. Mesmo gerando outras vidas, faremos sempre de filhos. Idealizando um parceiro que nos leve pela mão e adivinhe. Um erro - quem nos ama espera amor adulto e livre. Diferente do amor filial. Libertador. Finalmente, protagonistas das pequenas coisas e dos grandes gestos.


CAFÉ DA MANHÃ

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Hoje, aqui no Porto, o SOS RACISMO - Porto realiza, "a partir das 22h, uma tertúlia no Pinguim Café com a projecção de um episódio (fantástico!) da Cidade do Homens (do mesmo realizador e equipa da Cidade de Deus).

Entre copos, sorrisos e algum fumo (sim pode-se fumar!) vamos conversar e brincar à volta da interculturalidade.
A noite promete ainda com a presença dos djs Sreamin Zenhas e Cabrot que nos vão dar música na onda blues & rock and roll."

Publicado por Teresa C. às janeiro 26, 2008 09:36 AM

Comentários

Este post fez-me pensar muito, Teresa.
E para quando um post sobre os amores adultos, libertadores?
Boa estada no Porto e bom regresso :)

Publicado por: Alba às janeiro 26, 2008 07:13 PM

Amor de verdade liberta.

Publicado por: justo às janeiro 26, 2008 08:16 PM

é a primeira vez que vejo a palavra "interculturalidade." Gostei bastante! ;-)

Publicado por: anita às janeiro 28, 2008 03:46 AM

Alba - Amores adultos e libertadores. Existem. Raros pela entrega e retorno que não cabem no caderno contablista do deve e haver. Pela sabedoria, talento ou feliz acaso que o par alimenta. Havemos de voltar ao tema.

Justo - É certo. Porém, a fortuna frequentemente se esquece de dar uma mãozinha. Necessária. Porque do aleatório também é feito o viver.

Publicado por: Teresa C. às janeiro 28, 2008 10:39 AM

Anita - Ainda bem! :)

Publicado por: Teresa C. às janeiro 28, 2008 10:39 AM

hummm...Um amor que não liberta, por si só não é opressor? Ai , com anos vividos, eu vejo que o amor que oprime resulta em duas coisas, quase sempre. Por oprimir (adulto ou não) deforma o "ser" amado que torna-se objeto de um amor mentiroso, pois deixou de ser como era o "ser" amado.Ou então para que o ser amado continue íntegro, rebela-se de seu jugo e parte ou quebra-se. Amor, penso, é o que , sem ser fraternal, ama o vôo da águia pois ao amar a águia sabe que a mesma só será águia , se voar.
Mas como tudo na vida é dúbio, até eu me duvido.
Beijos.

Publicado por: justo às janeiro 28, 2008 04:18 PM

Justo - é opressor e de faz-de-conta, sim senhor. Ainda que o próprio não discorra àcerca dele, se o fizer, a dolorosa verdade será impossível de mascarar.

Publicado por: Teresa C. às janeiro 31, 2008 10:25 PM

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