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janeiro 10, 2008
VERBO-DE-ENCHER

Autor que não foi possível identificar
Não há paciência para tanto verbo-de-encher - porque o Executivo recua nos cêntimos retroactivos, ou falha promessa eleitoral e não referenda o que está na cara ser ocioso referendar. Mal comparado, mais parece conversa de vizinhas costurando má-língua enquanto penduram peúgas e cuecas no estendal. Faz lá sentido discutir o luso estatuto de pau-mandado europeu, quando nem em bicos-de-pés chegamos ao calcanhar económico e cultural da maioria dos ex-países de Leste? Há duas décadas, eram ditos os últimos dos últimos na Europa; hoje, têm muito para ensinar. O sumário da primeira lição poderia ser: “Concretizar uma economia de sucesso apenas em vinte anos.”
Se o pretendido for gastar uma dinheirama, os mesmos de sempre a discutir o que o povo não conhece e nem por isso ficará a conhecer, de sua graça Tratado de Lisboa, entendo. Pretexto para desancar o statu quo governamental, também. Mas haja pudor! Falar em exigências democráticas é utopia sem cabimento no que à população concerne, artifício mal enjorcado se a recolha de dividendos políticos for a mais que provável razão. Só de pensar em tempos de antena partidários e carripanas debitando slogans trombetados, bandeiras bailarinas nas mãos e comícios e secções de voto para contar espingardas eleitorais, tremo. Pelo disparate. Pelo uso cínico da oportunidade plebiscitária. Pelo dinheirão constante na pesada factura de qualquer máquina eleitoral. Inevitavelmente emperrada na ignorância dos fracos-de-espírito, ou na má fé dos astutos. Hipócritas, certamente.
Publicado por Teresa C. às janeiro 10, 2008 08:04 AM
Comentários
Totalmente de acordo, querida Amiga.
Se alguma haveria que discutir acerca da Europa, teria sido oportuno fazê-lo há um bom par de anos, quando se colocava a questão de entrar ou não entrar. Agora, que o dinheirito já encheu os bolsos habituais e que seria o maior desastre da nossa história retrogradar, é tarde para o fazer.
Os hipócritas do costume "terão" de continuar a contribuir para o "desesclarecimento" do zé povo que, coitado, vai ter que continuar a fazer sacrifícios em favor dos netinhos que, pelos vistos, não irão ter...
Publicado por: j às janeiro 10, 2008 09:29 AM
«Só de pensar em tempos de antena partidários e carripanas debitando slogans trombetados, bandeiras bailarinas nas mãos e comícios e secções de voto para contar espingardas eleitorais, tremo. Pelo disparate. Pelo uso cínico da oportunidade plebiscitária. Pelo dinheirão constante na pesada factura de qualquer máquina eleitoral. Inevitavelmente emperrada na ignorância dos fracos-de-espírito, ou na má fé dos astutos.»
Quem escreve assim... não é gago, nem sofre de tendinite nos esguios dedinhos (que já os vi, olarecas...), quem continua a escrever ASSIM, é uma sinhora, raismaparta....
Publicado por: fallorca às janeiro 11, 2008 10:19 AM