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janeiro 19, 2008
WHO KNEW IT WAS SO FUN TO BE A HOOKER?

“Who knew it was so much fun to be a hooker?” é a pergunta associada à inesquecível cinderela do século XX – Julia Roberts. É indiscutível o paralelismo entre a versão contada por Charles Perraut no final do século dezassete, e o guião escrito por J.F. Lawton que Garry Marshall traduziu no filme "Pretty Woman". Neste há um noivo que intimida a jovem prostituta Vivian, na história da "Gata Borralheira" existe a omnipresente e cruel madrasta. Ambas, Vivian e a Cinderela, conhecem os respectivos príncipes num baile, pois mais não é do que pas de deux na coreografia da vida o encontro da prostituta com o bem sucedido homem de negócios que a contrata como acompanhante. Cinderela e Vivian com os percusos alterados pelo amor e pelo poder.
Na película, o vestuário da responsabilidade de Marylin Vance-Straker é o aspecto mais visível da progressiva mudança da jovem acompanhante. A caracterização de mulher-da-rua feita pelas mini-saias,licras, tops acima da cintura, decotes generosos, cabeleiras postiças e botas provocadoras. Uma aparência de ostensivo descaro. A transformação visual e de atitudes inicia-se quando Vivian percorre "Rodeo Drive" e compra na YSL, Dior, Bulgari ou Versace, esquecendo a humilhante rejeição da vendedora de uma prestigiada casa de moda francesa.
A minha cena favorita, e tenho-a vagamente de memória, é a do Richard Gere abrindo uma caixa com um colar destinado a Julia, para a fechar num repente. Encantador, naquele momento como noutros, o riso solto e natural da actriz que, não possuindo a perfeição corporal exigida, apenas deu ao ecrã o talento e o rosto - o corpo pertenceu à body double Shelley Michelle. A banda sonora de Roy Orbison completou a magia deste conto de fadas dos tempos modernos.
CAFÉ DA MANHÃ
Agradeço a generosidade deste querido senhor e deste outro, ambos estimados comentadores deste espaço, pelo destaque que alguns textos da Teresa C. lhes têm merecido.
Publicado por Teresa C. às janeiro 19, 2008 09:35 AM
Comentários
Júlia Roberts é bonita até mesmo verde! ;-)
Publicado por: anita às janeiro 20, 2008 01:37 AM
Ontem disseram-me que os homens, todos os homens, são sempre previsíveis ... ou seja ... uns básicos ... fiquei a pensar!
.... e ao ver a Julia Roberts, concordei .... como homem do Ribatejo Norte, que básico eu seria com ela ...........
Vítor
Publicado por: minderico às janeiro 20, 2008 05:31 AM
Muito engraçado ver você agradecer por ter enriquecido o meu blog. Tens o dom de inverter o presente e se fazer presenteada. Ora..ora. Se é um prazer de lê-la aqui, maior ainda é reter o escrito em meu pequeno cantinho. Abuso , isto sim, de tua arte.
Beijos.
Publicado por: Justo às janeiro 20, 2008 10:40 PM
Anita - Uma beleza tal como a concebo - com os seus «quês imperfeitos.
Minderico - Mas quem lhe terá dito uma enormidade dessas? Uns espíritos simples - Deo gratias! - sim, básicos não.
Justo - Adoro este entendimento mútuto que por aqui e no seu blog se torna a cada passo mais evidente. Esta parceria tem dados excelentes frutos. Muito obrigada.
Publicado por: Teresa C. às janeiro 21, 2008 02:18 PM
Essa cena do colar parece que aconteceu por puro acaso: a caixa fechou-se sem querer e a gargalhada de surpresa de Roberts é mesmo genuína, só que calhou tão bem que o realizador decidiu incluir a cena no filme.
Beijinhos!
Publicado por: Vieira do Mar às janeiro 23, 2008 03:21 PM
Vieira do Mar - tinha da espontaneidade da cena informação um pouco diferente - o Richard Gere improvisou a brincadeira que à Julia arrancou as sublimes gargalhadas. Seja como for, um momento de humor belíssimo. Beijinho.
Publicado por: Teresa C. às janeiro 25, 2008 12:25 PM