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fevereiro 27, 2008

A FATALIDADE DOS NÉSCIOS

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Chris Meeks

Cretinos, cabotinos, criados-mudos roídos pelo bicho. A imbecilidade. Os seres comuns aturam-na como podem; para os caridosos é inevitável consequência do viver. Da imbecilidade trata a psiquiatria que caracteriza os sofredores (como noutras patologias, a maioria ignora a condição) por um desenvolvimento intelectual compatível com aprendizagens mínimas. Vai mais longe quando afirma não ser fácil distinguir um indivíduo normal de um imbecil. Pelo défice de inteligência, as vítimas da maleita necessitam de aprendizagens esforçadas para atingirem os rudimentos da escrita e da leitura, da urbanidade e da decência. Sujeitos vulneráveis, quando sugestionados podem constituir um perigo para quem deles se abeira pelos escassos freios morais e pela incapacidade de se questionarem. Podem afeiçoar-se aos animais, mas são incapazes de manterem laços familiares significantes.

A fatalidade dos néscios. Como a miséria, os buracos na calçada, as buzinadelas impantes de quem raciocina com os apêndices, a intolerância dos pedantes, a farsa social, a snobeira emergente, os pingos do dentífrico no espelho do lavatório, as vidas dos outros como remendos para o viver próprio, os sorrisos mentirosos, a falsidade das verdades absolutas, o atraso do autocarro,o tempo fugidio como enguia e rápido como um peixe, o cotão aninhado nos cantos, a estupidez militante, o lixo nas ruas, as moscas no lixo.

Imbecis. Débeis mentais. Idiotas. A trindade oligofrénica reconhecida pela psiquiatria e que a Wikipédia explica. Minha, a ausência de robusta memória capaz de debitar exemplares citações de leituras idas, que, com propriedade, semeassem humor e reforçassem o sentido deste escrito. Muito pouco aprendi com o mestre das crónicas, de seu nome Alçada Baptista.


CAFÉ DA TARDE

E por vezes surge este cansaço. De inventar (em mim) tantas mulheres.
E nasce este desejo de ter de mim mais do que aquilo que te dou.
De vestir o meu corpo de lã quando, sozinha, me descubro.
De ser mar. Mar de quietude.

Publicado por Teresa C. às fevereiro 27, 2008 07:48 AM

Comentários

Teresa, que mau humor! Não quer arejar um pouco e ler qualquer coisa sobre como não ver o mundo tão negro? Olhe que lhe faz mal...

Publicado por: missanga às fevereiro 27, 2008 09:34 AM

Depressiva?!.....
Pode ser que passe...desde que faça por isso...!

Publicado por: Viajante às fevereiro 27, 2008 09:40 AM

Missanga

A sua capacidade para gerar nicknames é espantosa e hilariante.
Não se esforce mais. Os visitantes deste blog já compreenderam que levou com os pés.
Para quê insistir?
Nós não somos "retarded-minds".
Curta o seu desgosto de outro modo.
Seja cavalheiro!

Mas, fundamentalmente, "base" daqui.

Um anónimo que o topa

Publicado por: Um anónimo que o topa às fevereiro 27, 2008 11:26 AM

Tati.
O celeiro de Portugal (ALENTEJO )Faliu.
O pão vai subir 50%.
Fale da desgraça deste triste Pais.
Grata por isso.
Berta

Publicado por: BERTA às fevereiro 27, 2008 12:22 PM

A autora deste blogue não levou com os pés "Um anónimo que o topa".
Ela tem um olhar que é a coisa olhada.
Ela é grande seu amor à virtude e enorme na prodigalidade sua da dádiva generosa.
É uma mulher de qualidade superior.
E isso, você talvez nunca tope.

Publicado por: JG às fevereiro 27, 2008 03:17 PM

Continuam os comentários sem nexo, de gente parva qb, sem mais que fazer à vida.
Teresa, não tens que ter paciência para isso, dá cabo deles com a inteligência da tua escrita, e com o gozo que te dá escrever por aqui.

;)

Publicado por: Sandro Franco às fevereiro 27, 2008 09:37 PM

Do nexo ou da ausência dele. Do brilho e do obscuro dos seres. A humanidade tal qual é. Porque constituída de tudo como aqui, neste microcosmo solidário, cobarde, valente, egoísta, mas sempre, sempre um prazer em cada acto de escrita e na escolha da pintura que ilustrará o dia.

Publicado por: Teresa C. às fevereiro 27, 2008 10:14 PM